Quantas verdades morrem
Com métodos contraconceptivos?
A cada estocada uma visão de horror.
Mentiras forjadas a golpes de
marreta,
A vida se extingue no fundo do
coador,
Uma argola é retirada do âmago,
Uma vida se extingue junto com a
verdade,
Há algo que teima em nascer,
Há algo que deseja nascer,
Há algo que precisa nascer.
Mentira! Mentira!
Ela chega de mansinho e nasce
Nove dias depois do ato executado,
Prematura, coitada, nasceu sem
querer. No lixão próximo a cidade jaz a
verdade
Embrulhada para presente,
Dividindo espaço com lixo orgânico,
Um bebê abortado
E um político honesto.
Enquanto isso do outro lado da cidade
A mentira cresce forte, saudável e
contente,
Até que um dia ela não conseguirá
Fugir por causa de suas pernas curtas
E enfim teremos a verdade suja
E fétida revelada,
Mas será a mais pura verdade.
Diogo Ramalho é poeta radicalista e joga tarô e lê mãos nos finais de semana.
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on sexta-feira, 30 de maio de 2008
at 10:31
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Poesia
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