PEQUENO ESCLARECIMENTO

Espero, depois dessa, criar um espaço aqui de desabafos do meu blog [http://sueliartepoesia.spaces.live.com/]. Portanto, já deixo de sobreaviso: isso não é de todo literário. É escrita naturalmente cuidadosa. Assim declaro. Vamos lá.

Margarina e pão integral, meu amigo, é o que há!

Tudo isso que você ler parecerá muito piegas, simples é sofrimento de mulherzinha mas, meu caro leitor, isso é útil pra ti e para todos é um "adiantamento de vida", de risco, de bobeirice que costuram nosso cotidiano (ah, eu adoro cotidiano!). Tudo isso que você ler agora (se você assim quiser) é sentimento de alma de pulsação de peixes nadando n'água.

PORTANTO, COMEÇO

"Meu amor, cadê você? Eu acordei sem ter ninguém ao lado"... Dri Calcanhoto (assim só para os íntimos).

Como pode alguém estar assim, status "namorando", e cantar essa música com afinco? Ai, meu Deus, não agüento! Namoradinho(a) é pra deixar a gente feliz, satisfeita mas sempre dá bolo, assim me deixando ansiosa, expectativa (olha só meus neologismos maravilhosos). Triste assim, meu caro, eu deixo de gostar. Deixo mesmo. Aos poucos eu vou percebendo que eu não preciso de você pra nada, nem pra companhia nem pra satisfação sexual nem pra me deixar... BEM. Porque basta uma companhia de qualidade pra me deixar alegrinha.
Claro que ainda não estou procurando nada disso, até porque nem preciso procurar, eu ainda agüento a tortura quase boa de te esperar... te esperar... te esperar... e te esperar... só pela saudade. Mas eu descobri e isso me deixa triste e me faz pensar que não sou assim tão sentimental, que podemos não sentir, mas saudade de quem sempre nos saudou. Descobri não assim tão tarde, e talvez pela adultice que se aproxima e me domina, que eu nem preciso tanto assim de amores e de amizades tão permanentes. Minha melhor amiga, quando arranjou um namorado, desde então nunca mais foi assim tão próxima como antes. Com o passar do tempo e do sofrimento, eu percebi que a minha vida era muito tranqüila sem ela. E hoje pra mim ela não é como ferro no organismo; é chocolate, coisa que se consome casualmente e, se eu fico sem, não me importo: troco por jujuba.
Amor, ainda te amo sim, minha cara amiga, mas você me deixou ir, e eu tô indo... Amar, no fundo, no fundo, é chegar à conclusão doida de que nós não precisamos daqueles que amamos, mas assim escolhemos estar ali amando, sem motivo nenhum, sem necessidade, só com leveza. Ah, a leveza de amar! Agora eu sou borboleta ou grilo falante (lembrei de Mário Quintana) ou coisinha leve a voar tipo um papel no vento, porque eu descobri tudo isso e NÃO MORRI. Preste atenção, eu sou livre a me regenerar e esquecer. Eu me adoro por isso como mutante, no fundo sempre sozinha, oh, mutante alegre esse eu! Ô vida balacobaca! Etc.

Sueli Martins

"desaltoalto", julho de 2007, p. 2.

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