Queria libertar-me desta cadeia
Em que me decomponho lentamente...
Sinto-me como Jonas na baleia
Mofando na solidão deprimente...
Porém não deixarei transparecer
Essa minha angústia infindável!
Eu choro da aurora ao anoitecer,
Mas disfarço com um sorriso impermeável
Um sorriso que agrada com falsa alegria
À humanidade hipócrita e falsa...
Mas que me aprisionou e me asfixia
Com mentiras e dogmas em uma massa
Cinzenta de tiranos que me podam
E prendem-me como um bonsai
Exposto na vitrine e roubam
Minha privacidade. Eu sou um novo Frankenstein
Marcado eternamente com as cicatrizes
Dos açoites, torturas e queimaduras...
Minhas veias incharam como varizes
E hoje me protejo usando armaduras!
São elas que me protegem do mundo
Dando-me a sobrevida necessária
Para, de um planeta de serem moribundos,
Um dia observar a execução sumária
César Cavaltante é um homem de teatro
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on terça-feira, 3 de junho de 2008
at 07:28
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Poesia
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