Ou: Porque os cartazes nunca são colados no prazo

Por Negão Jesuíno

Dadas as coordenadas iniciais para o desenvolvimento de um plano de ação voltado para a consecução de um projeto que vise à expansão ultra-dimensionada de espectros políticos consistentes no que tange o defasamento global de atitudes funestas ao capitalismo em suas vertentes mais retrógradas é possível vislumbrar ao longe a desfragmentação interna de elementos primordiais à construção de uma estética que tenha como pano de fundo a nova concepção futurista voltada eminentemente para o cosmopolitismo agudo enfrentado regularmente pelas forças das convenções no campo da ultra concentração de renda observada nas camadas sociais que comungam de uma mesma cosmovisão.
No que tange a disseminação de factóides relativamente - e quantitativamente - relevantes para a formação de uma cadeia de princípios já obsoletos desde o fim da primeira grande guerra observa-se o fenômeno altamente descontinuado da falta de opções coerente entre o que se quer fazer com a mídia dita imparcial e o frigir dos ovos numa frigideira velha e fria como a cordilheira dos Andes nos dias em que o silencio é dúbio e as perspectivas do segundo mandato de Lula se perfazem em axiomas pertinentes, porém não desnecessários ao prosseguimento de uma política voltada para a construção de um pósplusultraneoliberalismo adstringente e indelével.
Apesar do dito acima é visivelmente estarrecedor o falo de que tendo sido avisado anteriormente da situação de gravidade que se agigantava nos porões da vida pregressa dos milhões de celibatários católicos em surdas manifestações atípicas a maioria das pessoas não acreditava que um Radical Livre um dia seria Presidente da República de um País marcado pela sofreguidão adormecida. Nós, definitivamente, não somos um par de lesmas atômicas!
Por isso mesmo há que se armar dos escudos da perseverança fictícia como quando um conhecido radical livre tendo sido covardemente traído pela namorada que encontrou um outro cara que além de inteligente, cavalheiro e rico era elegante e bonito, chamou a menina num canto e, para vingar-se da traição disse-lhe à queima-roupa:
- Bah, guria, tu sabes todas as vezes que nós dormimos juntos?
E ela:
- Sei, sim. O que é que tem? E ele:
- Pois fique sabendo que eu tava fingindo ereção.

“Radical News”, março de 2007, p. 2.

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