A nova coisa da cidade é que temos um cara da cidade, principalmente nascido na cidade, empossado na câmara legislativa do distrito federal como Deputado Distrital.
A nova coisa da cidade é que temos um Administrador Regional que é pioneiro na fundação dela mesma e que, conseqüentemente, a conhece com intimidade e até com ela namora. A nova coisa é que temos (he he he) um ilustre radical como Diretor de Cultura da insigne cidade de São Sebastião, perifa do DF. Esta coisa do Diretor de Cultura, porém, é quase que um reconhecimento do trabalho do coletivo Radicais Livres Sociedade Anônima. A nova coisa é que há uma razoável quantidade de gente da cidade nos cargos da administração local, em posição de mando, em posição de chefia e eu quero salientar: há caras da cidade capitaneando a parada.
Os heróis das estórias em quadrinhos se reuniram na Liga da Justiça no final do ano passado e resolveram diminuir o número de heróis que dão plantão nas metrópoles para que estes concentrem forças na 14ª Região Administrativa do Distrito Federal. O Homem Aranha reclamou da altura dos prédios, mas, o Lanterna-Verde ressaltou que aos domingos ele pode ir passear na torre. Os astros fizeram uma reunião de emergência e decidiram, por unanimidade, formular novos movimentos austrais que alterarão significativamente o zodíaco, afastando os anéis de saturno em cerca de 1,3 TPMUP (tensão pró melhoria urbana periférica) o que criaria a possibilidade de uma recauchutada na sofrida San Sebas nos próximos dois anos, prorrogáveis por mais dois, se se demonstrar competência no período. Zeus pediu uma audiência com Deus, que convidou Merlin, que passou um e-mail a Alá, que por sua vez mandou um scrap para Nostradamus, que teclou para Buda, o qual passou no flat de Exu onde este jogava xadrez africano com Tupã os quais se reuniram no éter e após uma eternidade de discussões regadas a maná e manjar e caviar e abará e tarará, juntos decidiram que este será, começando por São Sebastião e avançando para o Brasil inteiro, o ano em que mudaremos nossas vidas.
Após tantos anos jogando pedras na vidraça alheia como verdadeiros donos da verdade, possuidores de panacéias e pajelanças suficientes à resolução de todos os males da nossa velha (nem tanto) e boa cidade e alardeando nossa criatividade que beirava a genialidade desdenhando da desculpa (?) dos nossos (?) adversários (?) que alegavam falta de recursos monetários para a realização dos projetos que julgávamos indispensáveis para bem estar da comunidade ufa! Cadê a vírgula?! Eis que após reunirem-se os astros e os deuses e os heróis e decidindo dar-nos a chance que pedíramos, cá estamos nós, moradores da cidade, entre estes alguns pioneiros, no epicentro do poder local, na qualidade de vidraças...
Já ouço as vozes das forças das convenções sussurrando ao meu ouvido que é bem possível que tudo dê certo, uma vez que vivemos presentemente a favorável situação descrita nas primeiras linhas deste editorial - a saber: deputado, administrador e chefias importantes oriundas da própria cidade - numa tentativa vã de diminuir o mérito do que pode vir a acontecer de bom na city. Ocorre que alguns anos antes da reunião entre astros e deuses e heróis, as "forças alternativas" (entre estas os Radicais Livres) juntaram-se num esforço comum em prol da criação do ambiente necessário para que se chegasse a este momento propício, o que só aumenta o mérito do que venhamos a conquistar no futuro.
Certo é que a maioria dos cargos são transitórios e aqueles que os ocupam sempre se acharão reféns das incontroláveis forças políticas que parecem possuir motor próprio e um motorneiro cego e doido, porém, é possível, no pouco tempo que cabe a estes capitães, elaborar projetos de caráter perene que venham a fortalecer as bases comunitárias capacitando-as para o enfrentamento formal quando os ventos contrários começarem a soprar sobre o vale do São Bartolomeu.
De qualquer modo, com o mérito, o merecimento e tudo o mais que permeia a situação, a coisa nova da cidade de São Sebastião é que ter um radical livre como capitão da cultura local não deixa de ser engraçado...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Paulo Dagomé
"Radical News", março de 2007, editorial.
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on segunda-feira, 2 de junho de 2008
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Editoriais
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