Grades, arames farpados,
Autoritarismo, silêncio,
Dormindo numa carteira
Ouço uma voz falar ao longe,
Teorias, teoremas, pronomes e fonemas.
Sou passivo, submisso e mudo,
Queria no momento também ser surdo.
Sala de aula, professores, giz, quadro negro.
Tudo tão sem cor, sem vida,
Tudo tão escola de padre!
Há um mundo por traz das grades que me prendem nesta escola,
Há vida, um mundo onde não sou espectador.
Quero algo maior que esses muros, quero um mestre e não um orador,
Quero liberdade de pensar, falar e agir!
Sou um aluno e não um prisioneiro
E aquele que me transmite o saber,
É meu professor e não meu carcereiro.
Será que ele sabe o meu nome?
Será que sou mais do que um objeto inanimado dessa sala sem vida?
Sou maior que isso, sou um aluno!
E junto com meu professor posso ser o começo de um mundo melhor,
Basta alguém querer!
Diogo Ramalho
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on domingo, 1 de junho de 2008
at 11:48
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Poesia
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