Simulacro  

Postado por d.b em

O novo Tartufo,
apedeuta da lição bíblica ancestral,
crê que é possível servir a dois senhores
Perdoai, oh, Pai, o pobre boçal!


Ovo da serpente
Dieta frugal
Maçã do Éden
Desjejum habitual

Na jardinagem ética,
a lide do Fausto sem culpa é banal
Cultiva a Rosa de Hiroshima do pudor
Desbastando a Sarça ardente da moral

O canto de sereia do poder ilusório
Revelou-se cilada fatal
Optou pelo Paço
Neutralizando sua verve visceral

This entry was posted on domingo, 13 de julho de 2008 at 05:36 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

1 comentários

quem é o autor desse negócio
no qual vislumbro enigmáticas mensagens
nas entrelinhas sem aspecto dócil
e um amargor ético pelas margens?

quem compilou tais versos que sibilam
qual címbalo moral e reticente
diante dos caminhos que não triham
aqueles que não tem hirta a mente?

quem lê entenderá o que aí surge
qual cortina de leds num show dos feras?
e quem responde só responde ou apens muge
ferido no orgulho de pantera?

20 de julho de 2008 às 09:48

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