
Novo Protocolo de Quioto exige a extinção das vacas flatulentas
O Protocolo de Quioto volta ao palco das discussões mundiais após as declarações dadas pela assessoria de imprensa da UNFCCC.
As autoridades no assunto dizem que para uma redução eficaz de 23% do gás metano, maior responsável pelo buraco na camada de ozônio, seria necessário que todas as vacas do mundo fossem abatidas. “É claro que não acabaremos com o problema com somente essa medida isolada, porém teríamos uma redução bastante significativa na quantidade desse gás em específico”, disse Tadei Osanov, conselheiro da ONU, em entrevista ao Radical News.
Para quem ainda não entendeu a relação das vacas com o efeito estufa é só acompanhar trechos da coletiva do renomado biofísico de metabovinidade da Faculdade Universitária de Massachussetts, Dr. Herman Strubevich: “O metano junto com os outros gazes provocam a retenção do calor e o aquecimento da Terra. Os bovinos liberam por dia, cada um, 500 litros desse gás. Só no Brasil são cerca de 200 milhões de cabeças de gado.” Strubevich comentou também estudos que poderiam acabar com esse problema e resolver outro: “Outra alternativa seria o aproveitamento deste gás como combustível alternativo, mas esbarramos em problemas práticos: nunca podemos prever quando é que uma vaca vai liberar seu gás”.
A solução mais aceita e mais polêmica encontrada é a eliminação da vaca da face da Terra. E é essa é exatamente a solução que o Protocolo propõe. O que deixou em polvorosa ativistas do mundo todo, religiosos fanáticos, vegetarianos anoréxicos e colestéricos ociosos.
Segundo estudos de um grupo de cientistas naturais da UnB – Campus Planaltina, a extinção do animal só seria total em 25 anos. “O projeto já foi iniciado. Ontem mesmo, eu e um grupo de amigos matamos três novilhos e fizemos um churrasco. O objetivo é que toda semana um membro do grupo colabore com um churrasco”, disse Antonio Boaventura, 46 anos, estudante e morador da Asa Sul.
O maior problema, no entanto, vem da Índia. O país asiático é o segundo maior em população, com um número estimado em 1,2 bilhão de habitantes, a maioria hindu. No hinduísmo, a vaca é um animal sagrado que vive livre pelas ruas do país e não deve ser sacrificada.
O 1º Chanceler Indiano, Apu Nahasapeemapetilon, disse, com exclusividade ao RN, que, se preciso for, entrará em uma “guerra santa” para proteger o animal/deus. A única nação a declarar apoio à Índia foi Estados Unidos, dizendo que para ter paz no mundo é essencial respeitar as crenças religiosas. Mais uma jogada norte-americana para boicotar o Protocolo de Quioto.
Tauromaquistas de todos os quantos do mundo se entusiasmaram com uma nova oportunidade de emprego para a categoria. “É a realização de um sonho para ao amantes da tauromaquia!”, declarou o entusiasmado mexicano, Afonso Gonzáles, de 71 anos.
A Igreja Católica divulgou, em nota oficial, sua posição na crise flatular que o mundo está vivendo e, como era de se esperar, declarou contra qualquer atitude contra qualquer tipo de animal, mas enfatizou que não apóia a santificação da vaca.
O doutor Herman disse concordar com o Protocolo de Quioto na eliminação dos bovinos e deixou para a equipe do RN uma sugestão que ele desenvolveu com sua equipe, que você pode acompanhar passo a passo no quadro abaixo:
CARNE DE VACA ESTUFADA
Ingredientes
500g de carne de vaca
½ lingüiça
120g de ervilha
2 cenourinhas
1 tomate
2 dentes de alho
1 cebola
50g de azeite
Água e sal
Modo de fazer
Separar as cebolas, os dentes de alho e o tomate, e picá-los em pecadinhos. Colocar o azeite e aquecer a uma temperatura de 100ºC por cinco minutos.
Após isso, cortar as cenouras em rodelas mais a lingüiça e aquecer a uma temperatura de 100ºC por cinco minutos.
Coloque todos os ingredientes em uma panela, acrescente a carne picada, cubra todos os ingredientes com água e deixe cozer por vinte minutos.
"Radical News", outubro de 2008, p. 2.
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on terça-feira, 21 de outubro de 2008
at 05:56
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