Mais um ano se esvai, e como no passado, entre mortes e feridos, poucos sobrevivemos. Mas é visível que se lutamos - neste 2008, como lutamos, entre nós e com os obstáculos diversos - é por sonharmos com dias melhores. Mas, como a vida só é dura para quem é mole, vimos sendo forjados a ferro e fogo - afinal, nos pesa a alcunha de radicais, e temos feito juz ao título - sempre arrochados pela necessidade de fazer o dobro pela metade do preço. É o custo das revoluções desarmadas, silenciosas, construídas com base na educação, cultura e arte.
Não sei se crescemos ou ficamos velhos. O fato é que demos largos passos em nossa profissionalização. A Associação Radicais Livres se consolidou. Ajudamos no Carnaval, Via Sacra, Dia das Crianças, dos adultos, dos avós, dos papagaios, fizemos sarau na 27ª Feira do Livro, participamos ativamente da Festa da Cidade (15ª FASS), elegemos Obama(Yo), depusemos Bush e o Sr. Mr. President Evil, mas pusemos outro lá. Agora negro, mas também "americano". Fomas a várias cidades-satélites e saraus. Projetamos vários artistas e conhecemos mais uma gama deles, descobrindo valores na quebrada e fora dela. Aprovamos dois projetos nas fases preliminares do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que ainda está em processo de avaliação. Concorremos nas fases finais de três festivais de música e a Radical Livre Denise Santos ficou entre as cem melhores no concurso nacional de redação da Fundação Assis Chateaubriand. E nossa última maior vitória: tivemos projeto aprovado no Ministério da Justiça, pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), pelo qual daremos uma série de oficinas para a molecada do Itapoã, e multiplicaremos o Sarauradical. Aliás, agradecemos imensamente pelo apoio da Aquários Bar, a Cirmai e o Célio, que nos aguentaram para promover o nosso evento aqui da comunidade. Muito agradecidos.
E ainda, após a quinquagentésima milésima Assembléia da Associação, conseguimos aprovar a reforma no nosso Estatuto, ainda que sob protesto de George Gregory, voto vencido, mas que propôs mudanças importantes para nossa gestão em torno da democracia no grupo, a serem ainda avaliadas por cada indivíduo e rediscutidas. Brigas homéricas e protestos também da Caixa Baixa, mas crescemos. Ou será que ficamos velhos? O fato é que nos renovamos.
Desde o início do ano, através dos parceiros da CVP, surgiram novos poetinhas e atores da galera. A Caixa Baixa aumenta. Atentai, vovôs, atentai. Lançou-se, para delírio das massas e frisson das carolas, o Luxúria. Spice Girls que se cuidem. Madona está mesmo ficando velha. Aos novos Radicais dou-lhes pista do riscado: neste sistema, ser artista é loucura e ser arte/ativista, incoerência. Ser "artivista" Radical Livre é viver entre a incoerência e a loucura. Temos a arte como o caminho. Se lasquem, doidos. Radicais Livres são forjados a ferro e fogo, em alta temperatura. Não errarão o caminho.
Vinícius Borba
Radical News, dezembro de 2008, p. 2.
Não sei se crescemos ou ficamos velhos. O fato é que demos largos passos em nossa profissionalização. A Associação Radicais Livres se consolidou. Ajudamos no Carnaval, Via Sacra, Dia das Crianças, dos adultos, dos avós, dos papagaios, fizemos sarau na 27ª Feira do Livro, participamos ativamente da Festa da Cidade (15ª FASS), elegemos Obama(Yo), depusemos Bush e o Sr. Mr. President Evil, mas pusemos outro lá. Agora negro, mas também "americano". Fomas a várias cidades-satélites e saraus. Projetamos vários artistas e conhecemos mais uma gama deles, descobrindo valores na quebrada e fora dela. Aprovamos dois projetos nas fases preliminares do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que ainda está em processo de avaliação. Concorremos nas fases finais de três festivais de música e a Radical Livre Denise Santos ficou entre as cem melhores no concurso nacional de redação da Fundação Assis Chateaubriand. E nossa última maior vitória: tivemos projeto aprovado no Ministério da Justiça, pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), pelo qual daremos uma série de oficinas para a molecada do Itapoã, e multiplicaremos o Sarauradical. Aliás, agradecemos imensamente pelo apoio da Aquários Bar, a Cirmai e o Célio, que nos aguentaram para promover o nosso evento aqui da comunidade. Muito agradecidos.
E ainda, após a quinquagentésima milésima Assembléia da Associação, conseguimos aprovar a reforma no nosso Estatuto, ainda que sob protesto de George Gregory, voto vencido, mas que propôs mudanças importantes para nossa gestão em torno da democracia no grupo, a serem ainda avaliadas por cada indivíduo e rediscutidas. Brigas homéricas e protestos também da Caixa Baixa, mas crescemos. Ou será que ficamos velhos? O fato é que nos renovamos.
Desde o início do ano, através dos parceiros da CVP, surgiram novos poetinhas e atores da galera. A Caixa Baixa aumenta. Atentai, vovôs, atentai. Lançou-se, para delírio das massas e frisson das carolas, o Luxúria. Spice Girls que se cuidem. Madona está mesmo ficando velha. Aos novos Radicais dou-lhes pista do riscado: neste sistema, ser artista é loucura e ser arte/ativista, incoerência. Ser "artivista" Radical Livre é viver entre a incoerência e a loucura. Temos a arte como o caminho. Se lasquem, doidos. Radicais Livres são forjados a ferro e fogo, em alta temperatura. Não errarão o caminho.
Vinícius Borba
Radical News, dezembro de 2008, p. 2.
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on segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
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