
Conquistar-te custará meu sangue e minha carne,
Além da perda de meus irmãos,
Minha casa está em ruínas
E antes que amanheça terei comigo o coração
De seu pretendente em minhas mãos.
Um duelo ao cair da tarde,
Entre a pena tinteira
E os acordes juvenis.
Teremos uma noite sem canção,
Apenas os nossos desejos poderão ser escutados,
Como por telepatia.
Um anjo da guarda cairá morto depois de amanhã
E um médico irá dissecar a carne quase morta.
Eu vivo e vencedor do alto de minha glória
Olharei para os que abaixo choram
Farei o sermão enquanto o corpo desce a cova.
Minha amada tenha em mim o herói de um mundo imaginário
E terei em ti a musa de meus versos cretinos.
A pena vencerá sempre
E todos que tentarem ver-te como mera conquista
Terão um fim trágico
E eu quase um deus vivo
Serei além de vencedor
O pregador de infinitos sermões.
Diogo Ramalho