A pena e os acordes  

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Conquistar-te custará meu sangue e minha carne,

Além da perda de meus irmãos,

Minha casa está em ruínas

E antes que amanheça terei comigo o coração

De seu pretendente em minhas mãos.

 

Um duelo ao cair da tarde,

Entre a pena tinteira

E os acordes juvenis.

Teremos uma noite sem canção,

Apenas os nossos desejos poderão ser escutados,

Como por telepatia.

 

Um anjo da guarda cairá morto depois de amanhã

E um médico irá dissecar a carne quase morta.

Eu vivo e vencedor do alto de minha glória

Olharei para os que abaixo choram

Farei o sermão enquanto o corpo desce a cova.

 

Minha amada tenha em mim o herói de um mundo imaginário

E terei em ti a musa de meus versos cretinos.

A pena vencerá sempre

E todos que tentarem ver-te como mera conquista

Terão um fim trágico

E eu quase um deus vivo

Serei além de vencedor

O pregador de infinitos sermões.

 

 

Diogo Ramalho

This entry was posted on quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 at 20:42 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

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