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Muito HC e "bateção de cabeça" em mais uma edição do Radical Rock

Vinícius Borba

O protesto comeu solto. Abrindo o espetáculo, a banda Hidra fugiu um pouco ao seu perfil, surpreendendo o público. No princípio, todos se perguntavam o que uma banda de Pop Juvenil fazia no meio dos cabeludos e metaleiros que invadiram os galpões expositórios no Parque de Exposições. Mas eles desconcertaram e arrocharam o nó.
Na seqüência, os Maltrapilhos, de Ceilândia, detonaram muito hardcore. Há 15 anos na estrada, os caras bateram forte em questões sociais, contra a repressão policial violenta nas periferias, os crentes evangélicos alienados nas "pequenas igrejas, grandes negócios" e na resistência do punk rock.
Sob as piadas bestas de Júlio César Cavalcante, como gelo "derrete some", ou melhor, The Hatsome. Esta semana entrevistaremos os caras só para descobrir o que quer dizer isto! Acesse o blog dos Radicais e confira.
A seguir, quentinho do Paranoá, o Marmitex quebrou tudo. Com protesto consciente, trouxeram a dúvida que não calara, merecedora até de enquete especial: O que são os Emos? Quais suas idéias? Marmitex não foi bem carinhoso não. Detonaram mesmo. Criticaram também, ao som da backing vocal grávida (gutural sagaz), o tratamento sexista e machista dado às mulheres em muitas músicas da atualidade.
Para bater mais cabeça, Suicide Machine, de São Sebastião, fez a roda com direito à "Morsch" e tudo, com muito metal.
Encerrando a noite, com a galera exausta e já além da meia-noite, os Recalcitrantes fecharam com chave de ouro.

A poetisa Estefani


"Maltrapilho" e o público


O palco


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1 comentários

valeu vinny! vc é rapido no gatilho hein, demorou! mas podia ter mais fotos, devia ter fotos das outras cinco bandas que tocaram...

26 de janeiro de 2009 às 12:53

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