Foi fecundado hoje, sábado, 28 de março de 2009, um novo embrião da cultura
Depois de percorrerem toda a extensão do largo corredor, os abordadores e abordados apalavraram um encontro no espaço da Biblioteca, para viabilizar o processo de fecundação, mesmo que artificial, da erudita criança. Encontro marcado, todos os envolvidos voltaram pros seus afazeres, tentando disfarçar a tensão da expectativa para o grande dia. O fato é que passaram os minutos e as horas e deu-se o grande dia. Às 15 horas do dia combinado, as pessoas envolvidas no referido pacto, foram convergindo para o local do encontro. Originárias de locais diferentes da cidade e, até mesmo, de outra cidade, elas chegaram discretamente, ocuparam o espaço que lhes era reservado, obedecendo à lei da física e, recepcionadas pela professora cantora ISAMARA, foram adaptando-se ao ambiente.
Os acontecimentos seguintes não deveriam ter sido tão surpreendentes por que, na minha abalizada opinião de leigo, a música é entre todas as demais formas de arte, a mais democrática e por isso a mais abrangente das expressões artísticas. Por mais tosco, tímido, antiestético, (o popular feio) ou inculto que o individuo venha a ser, ele nunca vai estar livre de ser tocado pelos acordes de uma melodia, seja de que gênero for. A música não exige erudição da platéia, até mesmo por que existe um estilo de musica pra todo de tipo de expectador e o que torna a musica marcante é o momento.
Vem daí a nossa surpresa (e aqui eu me atrevo a manifestar em nome de todos) pelo clima de descontração, pela fluência natural das atitudes dos participantes que, envolvidos pelo carisma da orientadora ISAMARA, se entregaram a uma interação que só mesmo a música é capaz de proporcionar. E é essa interação que foi citada acima, como o novo embrião da cultura, que há de germinar, propagar e, devagar no princípio e avassaladoramente num futuro breve, haverá de se transformar num dos agentes transformadores de São Sebastião e do mundo.
Finalizamos o evento com o compromisso firmado de convidar mais pessoas e nos reunirmos no próximo sábado, no mesmo horário, para dar continuidade a esse projeto utópico, porém factível. E como costumam bradar certa súcia de loucos que se autodenominam RADICAIS LIVRES: A ARTE COMO CAMINHO!
EDVAIR RIBEIRO DOS SANTOS
Março de 2009
