# II
"É o seu aniversário, bolo guaraná muitos doces pra você!!!" Já diria a grande...Grande? Digo... já diria a Xuxa. Na próxima quinta(25), comemoraremos os 16 anos da emancipação da cidade. Naquela data, passamos de agrovila pertencente a Região Administrativa(RA) do Paranoá, para formar nossa própria RA. Desde então, crescemos a olhos vistos. Não só em tamanho, mas em aspectos importantes, como mobilização social, melhoria das benfeitorias da cidade e na qualidade de vida da população.
"É o seu aniversário, bolo guaraná muitos doces pra você!!!" Já diria a grande...Grande? Digo... já diria a Xuxa. Na próxima quinta(25), comemoraremos os 16 anos da emancipação da cidade. Naquela data, passamos de agrovila pertencente a Região Administrativa(RA) do Paranoá, para formar nossa própria RA. Desde então, crescemos a olhos vistos. Não só em tamanho, mas em aspectos importantes, como mobilização social, melhoria das benfeitorias da cidade e na qualidade de vida da população.
Foto: Vinícius Borba
Festejos à parte, também crescemos enormemente em termos políticos. De uma comunidade passiva aos mandos e desmandos de autoridades de fora, nossa comunidade vem mostrando sua força e organização. Nossos Conselhos Comunitários nunca foram tão fortes. O de Segurança promove um intenso trabalho mediando o diálogo entre comunidade e autoridades. Talvez careça de apoiar mais a prevenção do que a repressão, mas cresce a passos largos. O de Saúde, recentemente nos agraciou com sua luta em prol da manutenção da Casa de Parto, tão importante para nossas gestantes. Casa de Parto é lugar de nascimento humanizado, carinhoso. Batemos pé e a Casa continua. Grande salve ao Conselho e aos militantes desta causa. "Arra urrú"! Casa de Parto é nossa!!!
Não podíamos deixar de registrar o fato de termos eleito, há três anos, o nosso primeiro parlamentar, na Câmara Distrital. Fato inédito nas mais diversas satélites, mostrou nossa capacidade de abdicar de linhas partidárias específicas em momentos de relevância para a melhoria da comunidade. Resultado: Uma cidade de cara nova, com muito mais estrutura, força política e projetos de qualidade. No esporte, na cultura, na educação, muitos esforços vem sendo desprendidos. Claro que não é ideal ainda. Não podemos esquecer que por anos estivemos assolados por presenças de administradores estranhos à cidade, que desconheciam nossas necessidades, nem tinha formação ou qualquer sentimento por nós para realmente gerir nossa quebrada. Mas o mundo gira. Já diria nosso querido poeta, "o tempo não pára". Assim sendo, como bom morador de minha "banda"*, trago a todos, breves análises de um amante da política, um jovem que estuda há alguns anos os personagens deste drama real chamado “São Sebas City. Exponho aqui exemplos e supostos exemplos dos perfis de algumas lideranças políticas da comunidade. Isto não é contra ninguém, é um relato e um desabafo. Caso a carapuça sirva a alguém, busque melhorar ou suporte a sua cruz. Assim são a política e suas verdades.
Os caras
Festejos à parte, também crescemos enormemente em termos políticos. De uma comunidade passiva aos mandos e desmandos de autoridades de fora, nossa comunidade vem mostrando sua força e organização. Nossos Conselhos Comunitários nunca foram tão fortes. O de Segurança promove um intenso trabalho mediando o diálogo entre comunidade e autoridades. Talvez careça de apoiar mais a prevenção do que a repressão, mas cresce a passos largos. O de Saúde, recentemente nos agraciou com sua luta em prol da manutenção da Casa de Parto, tão importante para nossas gestantes. Casa de Parto é lugar de nascimento humanizado, carinhoso. Batemos pé e a Casa continua. Grande salve ao Conselho e aos militantes desta causa. "Arra urrú"! Casa de Parto é nossa!!!
Não podíamos deixar de registrar o fato de termos eleito, há três anos, o nosso primeiro parlamentar, na Câmara Distrital. Fato inédito nas mais diversas satélites, mostrou nossa capacidade de abdicar de linhas partidárias específicas em momentos de relevância para a melhoria da comunidade. Resultado: Uma cidade de cara nova, com muito mais estrutura, força política e projetos de qualidade. No esporte, na cultura, na educação, muitos esforços vem sendo desprendidos. Claro que não é ideal ainda. Não podemos esquecer que por anos estivemos assolados por presenças de administradores estranhos à cidade, que desconheciam nossas necessidades, nem tinha formação ou qualquer sentimento por nós para realmente gerir nossa quebrada. Mas o mundo gira. Já diria nosso querido poeta, "o tempo não pára". Assim sendo, como bom morador de minha "banda"*, trago a todos, breves análises de um amante da política, um jovem que estuda há alguns anos os personagens deste drama real chamado “São Sebas City. Exponho aqui exemplos e supostos exemplos dos perfis de algumas lideranças políticas da comunidade. Isto não é contra ninguém, é um relato e um desabafo. Caso a carapuça sirva a alguém, busque melhorar ou suporte a sua cruz. Assim são a política e suas verdades.
Os caras
Temos diversos tipos de lideranças comunitárias. Alguns meramente ligados a seus empregos e interesses pessoais. Nestes casos, as "figuras" tem muita projeção pessoal com carros de som, programas de rádio e festas, mas não tem projeto político claro e nem se preocupam com mudanças reais para a cidade. Vivem apenas de palanques e bajulações, empregos para seus "afiliados" e parentes. Seus projetos sociais são de pouquíssimo impacto. Não trazem grandes mudanças para a comunidade. Desconhecem ciência política e vivem manipulando mentes humildes, sendo também manipulados por tabela, lá dos gabinetes.
Outros são rebelados. Se os poderosos da vez não são de suas mesmas siglas partidárias, ou tem algum desafeto pelos mandatários do momento, se fecham em suas conchas. Ficam indignados com os desmandos mas são incapazes de promover diálogos para propôr soluções, mobilizar suas comunidades para reagir ao erro, ou mesmo criar projetos para solucionar os problemas. Tem lindos ideais. Mas estão travados pelo excesso de paradigmas, preconceitos e rancores pessoais, que os impedem de agir pelo bem da sociedade. Me dói dizê-lo, mas são um desperdício de grandes capacidades. Normalmente chegam até a estudar alguma ciência política, ou por vezes têm profundos conhecimentos ideológicos. Mas não conseguem construir trabalhos de base carismáticos e consistentes. Quando conseguem são chamados a cargos maiores fora de nossa localidade.
Um terceiro tipo--e este é o mais emblemático-- são os pragmáticos, ou "meio campistas". Por vezes jogam no ataque, por vezes na defesa. São aqueles que, mais maleáveis, se permitem negociar até mesmo com seus inimigos. Normalmente são mal vistos por uns e amados por outros. E normalmente estão em todas os governos. O drama é que também são afetados por seus amores e desamores, e muitas vezes esquecem a cidade. Mesmo lascando com a população travam boas coisas para não dar vitórias dos bons projetos de seus opositores. Estes são difíceis. Alguns, mais polidos, até avançam e conseguem desbancar a falta de imaginação no poder. Promovem bons eventos, trazem vitórias e até são abertos a diferentes visões, mas assim como ótimos amigos, os piores inimigos. Por vezes tenebrosos.

Mas há ainda um quarto exemplo. Este talvez vá sofrer seus martírios até o fim de vida. Alguns destes são capazes de sacrifícios ideológicos para alcançar um bem comum, algo maior para sua aldeia. São um pouco ideológicos, como os "rebelados", acima citados, e flexíveis como os pragmáticos, vezes mais, vezes menos. Mas acima de tudo, não deixam morrer em si aquela velha chama de viver intensamente suas batalhas e crenças, tentando não deixar de ser quem são, mesmo usando as ferramentas de um velho esquema viciado. Vivem tentando "ressubverter" as ilógicas lógicas. Vivem as dores de sacrificar-se, não de forma hipócrita, mas silenciosamente de forma a não desesperar seus aliados, nem mostrar fraqueza a seus inimigos. Vivem amando o chão donde pisam, vendendo o almoço pra comprar a janta, “catirando”, ocupando, produzindo, resistindo. Em suma, eles vivem!
Outros são rebelados. Se os poderosos da vez não são de suas mesmas siglas partidárias, ou tem algum desafeto pelos mandatários do momento, se fecham em suas conchas. Ficam indignados com os desmandos mas são incapazes de promover diálogos para propôr soluções, mobilizar suas comunidades para reagir ao erro, ou mesmo criar projetos para solucionar os problemas. Tem lindos ideais. Mas estão travados pelo excesso de paradigmas, preconceitos e rancores pessoais, que os impedem de agir pelo bem da sociedade. Me dói dizê-lo, mas são um desperdício de grandes capacidades. Normalmente chegam até a estudar alguma ciência política, ou por vezes têm profundos conhecimentos ideológicos. Mas não conseguem construir trabalhos de base carismáticos e consistentes. Quando conseguem são chamados a cargos maiores fora de nossa localidade.
Um terceiro tipo--e este é o mais emblemático-- são os pragmáticos, ou "meio campistas". Por vezes jogam no ataque, por vezes na defesa. São aqueles que, mais maleáveis, se permitem negociar até mesmo com seus inimigos. Normalmente são mal vistos por uns e amados por outros. E normalmente estão em todas os governos. O drama é que também são afetados por seus amores e desamores, e muitas vezes esquecem a cidade. Mesmo lascando com a população travam boas coisas para não dar vitórias dos bons projetos de seus opositores. Estes são difíceis. Alguns, mais polidos, até avançam e conseguem desbancar a falta de imaginação no poder. Promovem bons eventos, trazem vitórias e até são abertos a diferentes visões, mas assim como ótimos amigos, os piores inimigos. Por vezes tenebrosos.
Mas há ainda um quarto exemplo. Este talvez vá sofrer seus martírios até o fim de vida. Alguns destes são capazes de sacrifícios ideológicos para alcançar um bem comum, algo maior para sua aldeia. São um pouco ideológicos, como os "rebelados", acima citados, e flexíveis como os pragmáticos, vezes mais, vezes menos. Mas acima de tudo, não deixam morrer em si aquela velha chama de viver intensamente suas batalhas e crenças, tentando não deixar de ser quem são, mesmo usando as ferramentas de um velho esquema viciado. Vivem tentando "ressubverter" as ilógicas lógicas. Vivem as dores de sacrificar-se, não de forma hipócrita, mas silenciosamente de forma a não desesperar seus aliados, nem mostrar fraqueza a seus inimigos. Vivem amando o chão donde pisam, vendendo o almoço pra comprar a janta, “catirando”, ocupando, produzindo, resistindo. Em suma, eles vivem!
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on terça-feira, 23 de junho de 2009
at 12:09
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