A Encruzilhada  

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Por Paulo Dagomé


Quando eu era garoto e morava numa cidade não muito pequena do interior da Bahia, fundei, em parceria com uma das pessoas mais inteligentes que conheço, o meu amigo Zé Dias, uma “entidade” a que demos o nome de ASD, que significava singelamente: Associação Secreta de Detetives.
Fãs de Batman e Robin, sonhávamos com o dia em que teríamos um lugar secreto para guardar os vários apetrechos que íamos comprando aos poucos - canivetes, binóculos, cordas, lanternas - até chegar ao nosso próprio carro personalizado, passando antes, é claro, por walkie talkies que falariam a longa distância. Sonhávamos com o milagre do celular. Não sei com que argumentos conseguimos convencer uma garota de uns 22 anos a ser a secretária da ASD. Ela recebia telefonemas e recados enigmáticos de um ou outro de nós, repassava a quem indicávamos, anotava o que pedíamos, marcava reuniões às quais só nós dois comparecíamos e nós jurávamos que ela não sabia o que estava escrito naqueles bilhetes (Até o dia em que descobrimos que o pai dela era detetive de verdade e ensinara a espertinha o código que usávamos e que supúnhamos indecifrável até pela SS nazista) Com o tempo adquirimos uma série de objetos ultranecessários ao nosso ofício: uma boa lanterna, uma bússola vagabunda, uma faca de pescador, alguns apetrechos e já tínhamos ideia de quantos meses seriam necessários para comprar os tão desejados e necessários walkie talkies. Escondíamos os objetos menores em furos que fazíamos nos muros da escola, em lugares recônditos, e todos os dias após a aula, pé ante pé, passávamos para ver se ainda estavam lá.
Compramos um livro que ensinava uma técnica de caratê e praticávamos depois da aula até escurecer e tínhamos certeza de que ficaríamos quase tão bons quanto Bruce Lee se treinássemos bastante. Adquirimos “O melhor Vendedor do Mundo”, de Og Mandino, e “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, quando não sabíamos o que era auto-ajuda. Ouvíamos música popular instrumental, tocada por aquelas big bands americanas, líamos tudo que nos aparecia pela frente sem nenhum critério e nos achávamos eruditos. Tínhamos certeza absoluta de que éramos os caras mais inteligentes da escola, mas nunca perdíamos tempo tirando notas acima de 7, pois tínhamos mais o que fazer. Quando eu repeti o 2º ano foi um deus-nos-acuda lá em casa. È que a minha preocupação era tirar nota média e eu acabei vacilando. Economizávamos como loucos para assinar o jornal "A Tarde" (Um dos melhores da Bahia) (esqueci de dizer que somos baianos e tudo isso se passou em Vitória da Conquista, a melhor cidade do País) e parecer informados. Imitávamos a SHIELD, uma revista em quadrinhos da Marvel e a logo da ASD era inspirada no escudo daquela organização. Adorávamos o "Homem de Ferro" e sua corporação. O "Planeta Diário" era um sonho. E tínhamos certeza de que teríamos a amizade do delegado da cidade e o chamaríamos na intimidade de Gordon.
***
Os Radicais Livres levaram ao extremo a ideia de agrupamento secreto ou não secreto, atuante e organizado, que acalentei na adolescência. Os Radicais Livres, que a princípio chamei de Ordem dos Templários, até perceber no Google que havia milhares de sítios e agrupamentos com esse nome, são minha razão de viver. Minha melhor ideia. Meu melhor poema de amor. Meu time do coração. Minha cachaça. Meu pó. Minha papoula da Índia, minha flor da Tailândia. Meu sex and drugs no episódio quatro do Radical Rock.
E tudo que imaginei para a ASD virou uma estranha e maravilhosa verdade com os Radicais. As pessoas falam de nós em todo o Distrito federal como “a coisa” underground do momento, um negócio contracultural, um fenômeno paranormal, um mito, um misto de punks, nerds, beats, gays, bad boys, anarquistas, bichos grilos, mistificadores e afins.
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Nosso slogan é “A tecnologia da Mistificação”.
Nosso grito de guerra é “Se lasque, doido”.
Nosso lema: “Quem conosco não ajunta, espada”.
A frase abaixo do nome do nosso jornal é “Antes que os homens virem macacos”
O mote do Radicalrock é “Um cons(c)erto na periferia”.
E para não chocar os mais sensíveis a frase no nosso portfólio abaixo do nosso nome é “A arte como caminho...”
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Amo ser Radical Livre. Sempre achei que formávamos uma confraria espontânea, detentora da capacidade de debater qualquer assunto, com tal arrebatadora paixão que pudesse parecer, a quem nos ouvisse de longe, que estávamos a defender a própria vida naquela absurda argumentação. Porém, mal nos afastávamos uns 30 metros do lugar da disputa e já estaríamos a falar putarias benfazejas, sem pejo ou sentimento de culpa, pelas esquinas enviesadas da nossa suburbana San Sebas.
Achei que, deste fervente caldeirão literário, surgiria, é claro, o novo movimento cultural de Brasília e certos caras - que não posso citar aqui, para não inflar os egos já devidamente assoberbados dos mesmos - viriam à boca de cena carregados de uma pletora de erudição inconfundivelmente periféricas, dado o desordenamento mental natural em função da origem dos meliantes, porém, que vigor! E que tenacidade nos grunhidos prenhes de lucidez que estes selvagens ilustrados bradariam pelos descampados do altiplano.
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Qual o quê! Uns tantos ditos Radicais dotados de ultrassensibilidade disseram não poder sofrer com tanta maledicência e, aos poucos, foram afastando-se do malfadado convívio com a língua de trapo daqueles que julgavam ser exatamente essa seca ironia, o mais fino biscoito produzido pelos Radicais Livres. O espírito revolucionário que movia essa parte dita diabólica do grupo e que nunca foi entendida pelos ultrassensíveis era, na verdade, a que construía, a que movia, a que tombava montanhas, a que revirava ruínas à cata de estranhos tesouros, a que se entranhava trágica no estudo da condição humana, sem medo de cair no ridículo de não encontrar Deus no fim da extinta luz do túnel inesgotado, por serem donos de uma natureza brutal nunca jamais nem never more vencida pelos embates da guerrilha onde empunhavam corajosamente a espada cega da língua portuguesa em seus poemas e canções de próprio cunho.
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Fomos, por conta dessa falta de pudor ideológica que nos guia, lançados como Daniel na caverna dos leões e lancetados no canto da jaula da luta partidária, pelos guardiões da verdade inexistente, por desrespeitarmos a ordem imposta pelos detentores da bandeira dita socialista já manchada pelo barbudo e outros asseclas pelo pragmatismo que permeia as maiores conquistas eleitorais dos últimos anos e, descortinando um novo horizonte de possibilidades enviesadas pela desestrutura da nossa desdidática desprovida de método, não sabendo que era impossível o que almejávamos, nós, os historicamente desalinhados, os ideologicamente desaparelhados, os metodologicamente desamparados, os filosoficamente descamisados, os boquirrotos, os palhaços, os bobos da corte, tornamo-nos, a pouco e pouco, a elite cultural do gueto sem saída.
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A preocupação com arte e cultura que deveria ser a tônica das nossas atividades perdeu força para as elucubrações político-partidárias e ideológicas. A possibilidade dos membros terem variadas posições partidárias indo da esquerda à direita sem maiores empecilhos passou a ser heresia sendo vedada a mim, inclusive, a possibilidade de me filiar a um partido por conta de mesquinharias partidárias. Passou-se disto a um verdadeiro proselitismo em busca de fortalecimento de uma “tendência”. E então éramos dois monolíticos blocos lutando por posições dentro da Associação.
***.
Chegou-se então a uma encruzilhada e eu, abrindo mão da minha naturalíssima verve diplomática, devo ser sincero, franco e rijo. Eu percebi que o mundo está aberto para nós, ávido de ser conquistado e regido, quando disse no hit “A Bola Azul” que “Serafins povoam minha solidão desgovernada, mas eu só vejo sombras e fantasmas desembainhando espadas” e denunciei que nós, habitantes do gueto, insistíamos em permanecer nesta eterna e maldita autovitimização, onde o dito “burguês” “em tese” nos exploraria e nos manteria debaixo do seu tacão pelo puro prazer de nos atazanar.
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Palhaçada! Se nós o que queremos é ser burgueses e comprar um carro zero à vista! Babaquice! Paralisados no esquema que nos auto-impusemos, vivemos na órbita dos ídolos passadistas da bossa nova e da MPB e esquecemos que a melhor canção é a que pulsa inédita da nossa boca ressequida e o melhor poema é o que nós mesmos compusemos para declamar cheios de orgulho no palco de madeirite erigido por Mão-de-Aço no lugar onde outrora havia um pelourinho na frente de uma senzala segundo Edvair Ribeiro e hoje se ergue um altar à deusa contradição.
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Faço a revolução com meus companheiros há sete anos! Desde o momento em que pusemos aquelas duas caixas de som que mais pareciam duas casas de marimbondo na rua e inventamos de ressuscitar a palavra sarau por esses rincões que fazemos a revolução. E, portanto, ela não virá porque já veio.
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Astuto, cauteloso, romântico, ilustrado e soberbo, um grupo mameluco se pôs de pé às margens do rio São Bartolomeu na luta pela liberdade de ocupar os espaços públicos e falar brava e serenamente os mais belos poemas da língua pátria sem se importar com o déspota de plantão. E não há tempo para parar. Não há tempo para analisar se o que foi dito está direitamente dito ou se a desordem perpassou de alto a baixo o feito prejudicando o entendimento. Não espero nem mais um minuto por quem quer que seja que não tenha em mente que este é um movimento de libertação das amarras que nos prendem ao conformismo. Abaixo às imposturas! Abaixo à covardia! Abaixo à tergiversação! Avante, companheiros da primeira e da última hora. Franqueza e lealdade serão nossas bandeiras. Mas não nos deteremos diante do populismo que grassa em nosso meio. Se lasque, doido. Eu quero é sangue. Eu quero queimar o bezerro de ouro do capitalismo no pátio do Aquário Bar. Eu quero enforcar os detentores dos podres poderes com suas próprias gravatas. Eu quero tomar o poder à força das nossas palavras e dá-lo aos destituídos de honra da comunidade. Vamos comer o banquete dos poderosos com as mãos. Vamos por os cotovelos descascados sobre a mesa dos déspotas e riscar poemas sobre a mesa de mármore dos príncipes de mentira que teimam em reinar sobre nós, os verdadeiros donos de tudo. Vamos ocupar sorrateiramente todos os espaços que os vacilões deixarem vazios, com inteligência, educação, competência e qualificação. Vamos bailar a valsa em seus salões e saborear seus petiscos misturando-nos ao ponto de confundirmo-nos com eles e, quando menos esperarem, zás.
***
Suporto tudo com calma e serenidade. Vide minha canção “O Minotauro Protestante” que está postada no meu blog dagomeh.blogspot.com. Ali descrevo o alto grau de paciência que me acomete desde sempre e isto é fato comprovado por todos que me conhecem. Ali descrevo que a única coisa que me tira do sério é quando dizem que eu erro. Pois eu não erro. Eu não erro. Eu uso tons dissonantes. Mas há uma outra coisa que me faz perder a calma. É a burrice. Não a ignorância, que isso todos seremos sempre, por mais que aprendamos. Falo da incapacidade de entender que assola um sem número de pessoas que nos rodeiam. Como aquele personagem de programas de humor, o Saraiva, eu não suporto imbecilidade e hoje, a meu ver, este é um dos maiores problemas dos Radicais Livres. A falta de leitura. A falta de estudo. A falta de entendimento do que se lê e se estuda. A falta de compreensão estética. Um outro problema é que eu não sei como acabar com esse problema. Um outro problema é que eu não posso dizer isso sob risco de ser tachado de preconceituoso. Um outro problema é que eu não gosto de parecer preconceituoso. Adoro parecer politicamente correto. Mas não sou. Eu penso barbaridades e teço maledicências, mas tudo em segredo. Eu sou mau.
***
Penso em voltar para Bahia e recomeçar a ASD. Acho que ainda encontro minha velha lupa ou meu manual de caratê nos furos do muro da minha velha escola. Acho que sei onde meu amigo Zé mora. Devo ter o suficiente para comprar aqueles walkie talkies...

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61 comentários

O revolucionario: parte I
isso me lembra uma historia, destas do gênero venérea, (?), que se deu mais ou menos assim:-era rapaz bem nascido, aqui no planalto central que no limiar do golpe imposto pelos "general" sendo um rebelde sem causa, de ideologia vadia. evadiu-se para cuba, para ajudar a fidel na concretização da grande transformação social. chegando lá o rapaz que era um intelectual e sonhava receber do barbudo um uniforme verde oliva e gritar palavras de ordem contra, decadendete capital. Recebeu foi um facao desses do tipo podão e a ordem de fazer revoluçao dentro dum canavial. Entao depois de poucos dias de um intensa labuta sob o sol escaldante e da dieta cubana, ele como o filho prodigo voltou celere e oprobio pra casa do seu pai. E hoje é um capilista fiel enfim um burgues de anel praticante e juramentado.

8 de outubro de 2009 às 13:14

o revolucionario parte II

O rapaz acima citado pode ser chamado de: "Madaleno o Arrependido" ou de FH o ex-ateu ex-militante e ex-esquerdista. Que é o que nós nos transformaremos se continuarmos nesse papel de coitados, investidos dessa ideologia hipocrita emquanto ficamos a invejar a burguesia dividindo com eles o espaço nos mcdonalds. nos girafas. ajudando-os a fortalecer a marca coca-cola e seus hambugueres, xis burgueres que nós deglutimos, degustamos e digerimos com o auxilio do ácido produzido pela inveja. E estamos inseridos no sistema portanto vamos fazer a diferença fazendo a balança pender prolado da periferia enguanto ciclo durar. Nao venderemos a alma mas permanecermos juntos pela causa, e lembrando o brado de um burgues, com espirito de proletario, de nome Andre Noblat, numa arena aberta apinhada de burgueses: RADICAIS LIVRES
eu acrescento(tiradentes me passou para trás) libertas quae sera tamen

8 de outubro de 2009 às 13:50

Dagomé,
Suas palavras jogaram lenha em um fogo quase apagado, em um fogo que pensava consigo, que não tinha mais razão de viver. Eu vivi tempos mornos nos Radicais, na época em que tudo o que queria era queimar-me com a cultura e com os movimentos e seus discursos. Mas ainda estou aqui. Como quem não sabe porque espera, eu apenas espero, e quem sabe, viva uma era de revolução, que só ouvi dizer...

9 de outubro de 2009 às 06:58

Suas palavras, cara Letícia, me impulsionam para o alvo. Havemos de alcançá-lo. bj

9 de outubro de 2009 às 17:12

papai é a unica pessoa que eu conheço no mundo que escreve um texto com citações de si próprio. e não são poucas...

***

Ou se tem o espírito de radical livre ou não se tem. De onde vem a fama dos radicais? dos certinhos? dos idealistas? daqueles que fazem discurso? Claro que não! como é que se causa uma polêmica falando sempre o que as pessoas querem ouvir? Como é que se faz uma revolução sem sacrifícios? como é que se tem atitude sendo ao mesmo tempo cuidadoso? Não dá. no fim das contas, o que resume tudo é o já esperado: "se lasque doido". isso é ser radical.

Se lasque, doido...

isso já era esperado não?

mas se lasque doido.

já é clássico alguém terminar um texto com "se lasque doido".

mas SE LASQUE DOIDO!

10 de outubro de 2009 às 09:01

hahahahaha!!! Não me faça rir Letícia...Será que esses Radicais de antigamente existiram mesmo ou eram apenas jovens iludidos???
Quando chega a velhice a gente começa a refletir sobre isso...

10 de outubro de 2009 às 11:19

Bonito texto, meus olhos chegam a marejar, pouco convincente é verdade, já que vejo o problema que nos afasta na figura das pessoas que "tentam" gerir o processo de forma individual e egoista, escondido atrás de um discurso coletivo.
Chega um momento em que não se pode simplismente fechar os olhos e seguir cegamente quem quer que seja como alguns fazem por aí e como eu mesmo fiz por um tempo.
O que nos separa me mostrou que não era eu que precisava dos radicais, e sim que os radicais precisam de cada um de nos.
Se é pra ser mau, vamos tirar as mascaras.

10 de outubro de 2009 às 11:40

"Não espero nem mais um minuto por quem quer que seja que não tenha em mente que este é um movimento de libertação das amarras que nos prendem ao conformismo." Falou pouco, mas disse muito, Dagomé! A arte pela arte, não é arte, não passa de divertimento medíocre ou fonte de prestígio social. A arte é engajamento, é desmistificação, é libertação das agruras desta realidade que a maioria ainda concebe como possibilidade única de existência no reino deste mundo!
Abaixo toda e qualquer alienação!
Um abraço.

Francisco Neri

10 de outubro de 2009 às 13:32

vamos tirar as máscaras mesmo parecendo bonzinhos como eu mesmo gosto de parecer. Me autodenuncio porque não quero que ninguém pense que fico o tempo todo pensando no próximo como pode parecer a algum desavisado. Sou mau procurando encontrar o bem. Sou egoísta tentando pensar coletivamente. Não sou intrinsecamente bom. Sou preconceituoso e todos os dias batalho contra isso. Aparentemente estou vencendo pois não é fácil me pegar numa situação de discriminação, mas eu sei o quanto luto contra isso. Estou aberto ao diálogo. Estou abrindo as vísceras ao me expor publicamente em nosso blog. Se preciso, faço mea culpa. Se for preciso parto pra briga. Se lasque, doido.

10 de outubro de 2009 às 15:15

karla, voce realmente está parecendo uma velha

10 de outubro de 2009 às 15:18

Franco Neri, eu nem sei quem tu és, cara, mas eu preciso reforçar sua frase:
"A arte pela arte, não é arte, não passa de divertimento medíocre ou fonte de prestígio social."

Tem muita gente, triste como eu, como se tivesse sofrido um aborto radical. Mas eu sei que nós nos queremos, ainda, sendo Radicais. E sei também que nos desviamos de alguns conceitos básicos do que estava escrito no manual imaginário do que é ser Radical Livre.

Letícia, tadinha, você realmente perdeu a melhor parte. Quando eu cheguei, eu me arrepiava com a arte genuína que essa galera fazia.

E agora, pra onde vamos ? Isso é uma pergunta que nos assola sempre e que precisa ser respondida.

10 de outubro de 2009 às 16:22

Cara Sueli, estamos em preparativos de um sarau para o dia 30 deste com base em um haloween à brasileira. Que tal deixarmos as diferenças de lado até uma possível futura assembléia geral e partir para um sarau como nos tempos antigos. Que tal difundir a idéia? De minha parte, eu prometo engolir meu orgulho. bj

10 de outubro de 2009 às 16:57

caro Franco neri, quem é vc? Será que nós te conhecemos e não estamos ligando o nome à pessoa? abraço

10 de outubro de 2009 às 16:59

Topo, topo ... por que não? Vamu cair pra dentro!

P.S.: Atenda a pedidos, Franco Neri ... refresque nossa memória! hahaha

10 de outubro de 2009 às 18:51

to te mandando o cartaz, su.

10 de outubro de 2009 às 19:52

O nosso tão conhecido problema de falta de comunicação, ideologia, identidade, posição politica... agora volta à tona com o texto de dagomé.
Quem somos nós? O que nós fazemos? Pra onde queremos ir? Quais os nossos anseios e angústias? Temos as respostas para essas perguntas?
***
Já perdemos muito tempo com medo de conversar, de colocar nossas idéias em pauta e ação. Se alguém tem uma opinião diferente da de dagomé apresente-a, mostre qual é a forma certa, como deve prosseguir os radicais nessa marcha cultural? Vamos nos erguer e conversar radicais; vamos nos posicionar e trabalhar. Produzir. Letargia não!

Acreditamos ainda fazer uma revolução artística?
Quem é radical livre? E quem for me responda: O que temos produzido em grupo?
***
Todos enxergam que entre trancos e barrancos o radicais livres não parou? Será que alguma força do além manteve o grupo vivo até agora? Projetos continuam sendo tocados, o coletivo se beneficia ainda com o nosso trabalho. Mas trabalho de quem???
****
Se a gente ainda quer fazer uma revolução artística, se queremos ainda sermos reconhecidos como artistas, professores, atores, poetas, bons cidadãos, ativistas culturais, ter todas as respostas e não usá-las não é a atitude mais acertada.
***
Eu sou radical livre, e eu me sinto bem levando arte, diversão, cultura, educação, entretenimento, conforto, atenção, conhecimento, alegria pras pessoas. E assim quero continuar seguindo. E graças aos radicais tenho feito isso com qualidade. E o que recebo em troca? Evolução artística e humana. Satisfação, realização, e cada vez mais vontade de não querer parar. Não vou deixar de ser um artista radical livre. Não vou deixar o nome “RADICAIS” definhar.
***
Acredito não conhecer ninguém com tendências despóticas. Acredito na minha autonomia, tenho cuidado todos os dias pra não perdê-la. Acredito no bem que temos proporcionado. Acredito na força que temos enquanto grupo. E acredito no texto do Dagomé.

10 de outubro de 2009 às 20:28

Fernando Sabino massifica, no livro "O Encontro marcado", do qual sou fã, e do qual meu pai também é, uma frase com a qual sempre me identifiquei muito:

"não analisa não". assim mesmo, sem vírgula alguma e tolamente redundante.

acho que Papai até faz uma citação dela no texto...

pois essa frase resume bem os radicais. pra que perder tempo com análises tolas? será que isso vai levar a algum lugar? será que a gente vai achar alguma resposta? e se a gente achar, o que a gente vai fazer?

só de pensar, já me dá dor de cabeça. a nossa arte é pura, nossos ideais são puros, nossa vida é curta. não temos tempo pra ficar filosofando sobre a morte da bezerra. é muito mais útil chorar sua morte. pureza é isso.

por acaso alguém sabe definir o amor? pra que serve? porque sentimos? alguém sabe descrevê-lo?medi-lo? alguém sabe se o amor tem o principio socialista de querer sempre o bem de quem se ama, ou o principio capitalista de querer sempre a própria satisfação, a realização? o amor tem direção ideológica? o amor tem orientação sexual? o amor tem raça?

não. mas a pessoa sabe quando tá amando apesar disso. porque o amor é puro.

os radicais também.não precisa de explicação. não precisa de manuais, pesos, medidas... só precisa Ser. e mais nada. só precisa que cada um de o sangue no sarau, que os tecnicos montem o som, que os decoradores decorem, que os artistas façam arte, que discordem um do outro tomando uma cerveja no bar da cirmai, discordem, mas dividam a latinha...

pensar faz mal pra cabeça.

não analisem não...

10 de outubro de 2009 às 22:36

Os comentários de isaac mendes e devana babu deveriam ser publicados como posts, tal a consistencia do que dizem. Isaac compreende exatamente a essencia de ser discipulo sem ser condescendente. Isaac ensina e aprende. Aconselha e é aconselhado. Derruba o rei sobre o tabuleiro da dialética quando vencido e dá xequemates verbais maravilhosos. Isaac examina e analisa o "ser radical" continuamente sem para de "agir" enquanto pensa. Devana babu entende a essencia da coisa sem muito papo. Muitos radicais entendem isso com facilidade. Só os tolos não entendem o alto nível horizontal do discipulado nos radicais livres. E não há espaço para tolos nos radicais. Portanto, se lasquem doidos. E, Devana, que papo é esse de dividir latinha no bar da Cirmai? Fica ligado, maluco...

11 de outubro de 2009 às 16:19
Anonymous  

posso parecer uma velha sim, mas de olhos bem abertos...hehehe!!!Karla

11 de outubro de 2009 às 16:37

Na verdade vc não parece uma velha, porque emfim é uma moça muito bonita. O que eu quis dizer é que aquele comentário parecia de uma pessoa que pensava como velha. As atitudes que vc vem tomando à frente dos trabalhos na faculdade onde estuda demonstram claramente o espírito que lhe move. As atitudes que vc sempre tomou`ao lado dos companheiros radicais tambem demonstram a sua juventude, sua coragem, ao enfrentar o status quo com uma idéia revolucionária como a nossa de fazer poesia na rua, na esquina, no bar e onde haja alguém pra ouvir. A sua figura sempre foi, pra mim, característica de um radical livre na sua mais profunda essencia. Quando vc ficava na portaria do sarauradical cobrando o ingresso de 1,99 e apareciam aquelas figuras exdrúxulas sem um centavo no bolso e vc olhava prum lado e pro outro e mandava o muleque entrar. E eu achava lindo aquilo. E acho lindos seus modos, sua fala, sua roupa, seu estilo, sua música, sua poesia, seu modo de tocar violão... Agora não me venha falar asneiras desmerecendo todo o trabalho que nós juntos fizemos por essa cidade sem que eu me manifeste. As palavras daquele comentário pareciam seim as de uma velha, mas eu me retrato. As velhas senhoras que eu conheço da cidade de são sebastião, que frequentam o baile mensal que nós realizamos com elas são muito mais animadas do que o que vc me passou naquele comentário. As velhas senhoras de san sebas estão é prafrentex. E este é o espírito. Se vc acha melhor ouvir as palavras dessa gente mesquinha e decadente que tem inveja do sucesso que vc ajudou a construir, se lasque doida. Mas eu sei que vc também é inteligente, como ´são inteligentes todos os verdadeiros radicais livres e vai dizer na cara dos vermes que sequer nos incomodam por estarem tão imersos no lodo: se lasquem, doidos!!!!!!!!!!!!!

11 de outubro de 2009 às 18:12

e o isaac tem razão mesmo! quem tiver idéias mais originais e acertadas do que as que nós ousadamente trazemos à baila que se manifeste! Ou se cale para sempre!!!!!

11 de outubro de 2009 às 18:20

desculpa pela metáfora papai. mas se eu tivesse falado de coca-cola não faria sentido... então falei de cerveja, já que os radicais entendem melhor...

12 de outubro de 2009 às 03:43

voceis do radv cais e tudo e uns besta so sabe fica brigano

12 de outubro de 2009 às 06:14

esse meis vai te sarau? por que nao tem saral a tres meeses? alguen sabe mi dize?

12 de outubro de 2009 às 06:16

Tem um desenho, que em tempos de cheiro de urina e fimóse inflamada, me fazia esquecer do tempo e do espaço.
Uma história linda e com ar de sustentabilidade, ensinavam o valor de proteger a natureza e a melhor mensagem...
O valor da união, eram 5 anéis, cada um, uma magia, cada magia um símbolo, e quando esses cinco simbolos se aglutinavam, surgia um super heroi , forte e imponente.
Mas como todo super heroi, esse também tinha um ponto fraco. mas a coletividade dos 5 jovens, somadas as forças desse super heroi, eram capaz de superar qualquer obstaculo.

será que já não está na hora, do perdão brotar do coração, do orgulho desocupar a mente, e cada um de nós pegar nossos anéis e brandar:
"Musica !
Poesia !
Teatro !
Dança !
Pintura! "

e derrepente ver no céu uma luza forte e intensa falando:
"Pela união dos seus poderes, eu sou o Espírito dos RADICAIS LIVRES S/A e estava anônimo mais nunca mais estarei!!!"

enfim ...

já dizia o fundo de Quintal

" O show tem que continuAAAARRRR..."

12 de outubro de 2009 às 07:58

Eduardo, vc é meu herói. Como uma cara tão doido pode ser tão radicalmente inteligente. Abaixo a desigualdade! Viva a diferença! Inclusive de opinião... Sarau dia 30 de outubro, no aquario bar, oito da noite com música, teatro, poesia, dança e artes plásticas. Vamos fazer um sarau como nos bons tempos! Um dia depois a gente volta a discutir. Todos podem e devem contribuir como antigamente, inclusive porque, sendo propriedade dos radicais livres, o sarau não tem dono, sendo de todos. Somos os sete anões? Somos os smurfs? somos os mutantes? somos a liga da justiça? Então na hora de salvar a humanidade a gente se une pra lutar pelos oprimidos, nos intervalos - que normalmente são poucos - a gente discute... idéias... porque como no filme o poderoso chefão não é nada pessoal. São apenas negócios. E nosso negócio é arte!

12 de outubro de 2009 às 08:54

A vida corrida é um grande problema para os que produzem e fazem acontecer a cultura. Tenho aqui, neste bolg, aliás, dentro dos Radicais, alguns amigos de cultura que tenho orgulho de um dia ter apertado a mão... Lamento muito não poder dar manutenção a estas pessoas. Há uns dois meses vinha, eu, apenas, abrindo de vez enquanto este blog, a fim de me atualizar em relação aos movimentos que por aí, em São Sebastião, ocorrem. Desculpem, deixe-me apresentar, sou dos rincões do velho Piauí, precisamente de Parnaíba, integrante do “O Piagüí Culturalista”, veículo de cultura e história que, a propósito, é parceiro da marca “Radicais Livres”. Hoje, feriado, decidi, pois, me atualizar com os amigos de além-estado, e eis que me deparo com esta polêmica a que confesso: Fiquei triste; numa paragem como São Sebastião, que tanto precisa de união para valer a força, isto pode não está ocorrendo. A cultura, sim, é cheia de classes, diria até ser a que possui os personagens mais difíceis de lidar, cada um com suas poses, quereres e vaidades (normal a toda natureza humana), mas como dita o bom-senso: Quando se está a trabalhar por algo que, julgo eu, de bem comum, as intrigas devem ser postas de lado, colocando todos os pingos nos is, ou melhor, pondo todas as cartas na mesa e discutindo o que pode ter ocorrido, e como se deveria ser doravante. Estou cru, por fora de tudo que tem abalado as estruturas dos irmãos radicais; eu, na minha posição de cá, de culturalista, só tenho a desejar a todos prudência e calma para que então possam vencer toda esta crise, enquanto isso não ocorre, estarei aqui sempre aposto acompanhando cada passo dado pelas partes e, se me permitirem, lógico, adiantando-me em visões, conselhos ou ideias que visem a pacificação de tudo! Paz e prosperidade aos amigos!

Daniel C. B. Ciarlini

12 de outubro de 2009 às 10:34

Acredito na verdadeira autonomia, prefiro que as redeas de minha vida artistica esteja verdadeiramente em minhas mãos do que está dentro dos Radicais sendo guiado pelo cajado da obediência Dagomeniana e seu poder de convencer a todos que seu caminho é a trilha de tijolos amarelos que nos levará ao Eldorado cultural. Como se unir as pessoas se os laços de amizades que uniam todo o grupo foram rompidos, assim como um casamento, na amizade também se controi uma relação de confiança. Não fecharei meus olhos para me pegarem na mão e me conduzirem, não serei um discipulo, pois não há nenhum mestre a ser seguido, "Maldito o homem que confia no homem...
Parabens aos servos que amam sua servidão, continuem assim e quando se tornarem descartaveis para o processo, venha a minha casa tomar um café e conversar um pouco.
Me retiro desse debate ridiculo sobre esse texto de intenção idem...

Cada um com seu cada um...


Don Diogo Ramalho

12 de outubro de 2009 às 10:44

Obrigado, Daniel, pelas prudentes palavras. Obrigado, também, por nos enviar "O Piagüi" pelos correios, veículo que admiramos esde que nos foi apresentado por Diogo Ramalho, que também colabora com vcs e do que nos orgulhamos. A esperança de que tudo se acertará em breve pelo diálogo aberto e franco é que nos faz por à mostra as nossas vísceras tão cruelmente. Talvez expondo nossa vaidade tão abertamente nos convençamos do quanto ela é inútil num processo de elevação da autoestima que não pode se confundir com orgulho vão.
Daqui os fãs de "O Piagüi" se despedem vaidosos, isto sim, da sua consideração e das palavras de ânimo e aconselhamento que hão de nos fazer refletir sobre o nosso papel de pacificadores. Abraço em todos e muito obrigado.

12 de outubro de 2009 às 10:47

Eu conheci os Radicais Livres porque meu irmão, vai sempre, ele chegou a me levar pro Sarau do Via-Livre gostei bastante é muito bom o trabalho que vocês fazem, e isso é bom pra comunidade, nunca vi uma festa em São Sebastião como o Sarau Radical, onde as pessoas se encontram e discutem temas que não são comuns, e a passividade do lugar, é tudo eufórico e calmo ao mesmo tempo, e o melhor é que são 07 anos e nem uma confusão, um lugar pra se adquirir cultura, levar a família.

Ednilson Nunes
irmão do Eduardo Nunes

12 de outubro de 2009 às 11:51

você me decepciona diogo. outrora disseste que que eu sou como você era quando tinhas minha idade.

outrora eu respondera dizendo que seria como você.

desde então, tenho me inspirado bastante em você, especialmente poeticamente... embora, muito embora, muitos me zoem por isso. muita gente te considera um péssimo poeta. eu não. eu sempre admirei suas poesias. eu sempre as entendi.será que eu deveria, ao invés disso, ter me deixado possuir pelo orgulho, e negar toda a influência que você me exerceu, para me arrogar de ser um cara "autônomo" ou poder escapara aos insultos dos escarnecedores?

talvez... mas eu não fiz isso, e tenho me sentido feliz com minha escolha. porque isso me fez crescer bem mais, muito mais. mais do que a voz dos escarnecedores (que tembém me fazem crescer de alguma forma).

que viagem é essa de autonomia? e que viagem é essa de falta de autonomia? por acaso existe alguém 100% autônomo? você se tornou tudo que você é sozinho? você sempre tomou suas próprias decisões? você sempre trilhou o seu próprio caminho? duvido. isso te transformaria numa divindade, ou em um "Mário". Mas "mários" são ficção. para de viajar cara. se você não tem autonomia é porque você não quer. liberte sua própria mente. liberdade é você se submeter ao jugo de um senhor sabendo que , na verdade, é você que se alimenta as custas dele. liberdade é você trabalhar no mcdonalds pra ter dinheiro e comprar a obra de karl marx. é você se escravizar por fora e manter o espírito e a mente livres. agora, se você precisa fugir p'rum quilombo interior e se auto-exilar só pra provar pra si mesmo que tem a liberdade, então você nunca passou de um escravo.

mas vamos lá.

digamos que papai (considerado "Don"), seja, de fato, um déspota malvado e maquiavélico. será que você está tomando uma atitude correta? fugindo com uma garotinha? porque você não tenta desmascará-lo? porque você não tenta nos libertar deste encosto? PORQUÊ VOCÊ NÃO LUTA PELOS RADICAIS? é isso que o esquerdismo te ensinou? é isso que o anarquismo te ensinou? era isso que era o anarquismo 2099? isso é ser libertário? fugir? fugir da realidade sem enfrentá-la?

meu pai nunca faria isso. talvez seja isso que você esteja chamando de o "Cajado Dagomeniano". não é o cajado da obediência, mas o cajado da potência, da coragem. o que você chama, imprudentemente, de dominação, não passa de coragem desde o começo. meu pai nunca teve medo de lutar pelo que acredita. nunca mediu esforços para para lutar por aquilo que acha certo (mesmo se estivesse errado). e ele nunca fugiu de uma luta pelos radicais, assim como não está fugindo agora. diferente do que você está fazendo.

sua forma muito pouco elegante de abandonar a partida antes do término do jogo, sem usar todas as suas armas, só demonstra incompetência, medo, e insegurança (e nenhuma autonomia). e assim sendo, se é assim que você parte, pode ir, não vai fazer falta alguma. porque quem está partindo não é o mesmo diogo ramalho que entrou nos radicais a alguns anos. não é aquele cara que enfrentou os próprios fantasmas e os fantasmas exteriores ao recitar uma poesia própria no sarau, na frente de um monte de alunos. não é aquele diogo ramalho que ajudou a ressucitar o radical rock, quase sem ajudo, numa época em que ninguém dava fé. não é o diogo ramalho que ajudou a manter o radical news.não. quem está partindo é apenas uma criança covarde, e os radicais não precisam de covardes.

mas o velho diogo ramlho, sua história, tudo o que ele fez pelos radicais e o tanto que eles cresceram graças e ele, este continuará sempre aqui.

é só.

12 de outubro de 2009 às 12:10

ah sim, papai, parabéns. o senhor bateu oficialmente o meu recorde de pitacos (24 x 32, por enauanto). até o próximo racha. quantos será que eu faço na próxima? 40? 45?

bj.

12 de outubro de 2009 às 12:14

diogo ramalho tem o perfil de radical livre, da forma como imaginamos um radical livre: Moderno, informado, brincalhão, irônico, letrado, eterno estudante, poeta, pássaro noturno, amante de cinema,brother. Um personagem de estória em quadrinhos. As fotos de diogo entre as fotos que tiramos nos "n" saraus que realizamos são das melhores. Sempre uma performance. Seu poema "máquinas" tornou-se um clássico entre nós. Onde foi recitado foi aplaudido com urras. A primeira vez que o vi cantando num sarau na escola são josé achei o máximo da mistificação! Amei-o desde a primeira vez que o vi com sua exótica irmã karla num sarau na Pizzaria do Posto lá no morro azul. Pareceram-me personagens saídos diretamente de um romance de Henry Miller. Ou de um poema de allen ginsberg. A boemia nata de diogo, um baco sansebastianense, lírico e sensual sempre me provocaram admiração e essa figura, junto a outras figuras míticas dos radicais, sempre compôs na minha mente, o quadro em que configuravam os radicais livres que ficariam para a posteridade. Discordo de devana de que não fará falta. Deve ser despeito dele por achar que pode perder um grande parceiro. Se sair fará falta. E muita. Porém, desço da alta montanha do meu orgulho e peço: não saia! Até para denunciar minhas faltas, atacar meu orgulho, decepar minha vaidade, destronar meu mandonismo disfarçado! Não saia! Que se vc sair uma parte de nós estará aleijada. E nossa foto histórica terá um buraco com seu formato e isso não me parece bom... bj

12 de outubro de 2009 às 14:39

Desculpem por eu dar pitaco, apesar de não ser um discípulo dos Radicais (ainda...), mas é que o texto do Dagomé me instigou bastante! Quanto a minha identidade,Dagomé, voçê está lembrado daquele rapazinho franzino, tímido que foi até a sua casa para obter material para uma pesquisa sobre as principais organizações culturais da nossa cidade? Conheci você, a Naná, o Devana e um punhado de gente radical. O projeto de redescoberta e valorização da cidade,alíás, ainda está em curso. Ao final, eu devo aparecer por ai para mostrar um pouco dos resultados,ok?

abraço.

12 de outubro de 2009 às 18:53

Desculpem por eu dar pitaco, apesar de não ser um discípulo dos Radicais (ainda...), mas é que o texto do Dagomé me instigou bastante! Quanto a minha identidade,Dagomé, voçê está lembrado daquele rapazinho franzino, tímido que foi até a sua casa para obter material para uma pesquisa sobre as principais organizações culturais da nossa cidade? Conheci você, a Naná, o Devana e um punhado de gente radical. O projeto de redescoberta e valorização da cidade,alíás, ainda está em curso. Ao final, eu devo aparecer por ai para mostrar um pouco dos resultados,ok?

abraço.

12 de outubro de 2009 às 18:53

Agora eu sei quem é vc, caro Francisco. Devo apresentá-lo à Sueli, que também estava curiosa. Não se assuste com o que lê por aqui. A gente é igual família, briga, briga mas se ama. Apareça. Abraço. Dia 30 tem sarau.

12 de outubro de 2009 às 19:14

E, caro Franco nery, não deixe de acessar meu blog "dagomeh.blogspot.com" e dar uns pitacos por lá também. É que quase ninguém me visita e eu crio essas polêmicas pra ver se alguém me lê... rsrs

12 de outubro de 2009 às 19:16

Blz,Dagomé! Valeu!

12 de outubro de 2009 às 20:12

desculpem se me fiz entender mal. não quis dizer que o Diogo não fará falta. Em Absoluto! Dionísio é um dos caras que eu mais admiro entre os radicais. se ele sair vai ficar paia. posr isso que falo de forma tão agressiva. porque sou seu amigo doidão. eu nunca vou te bater com maciês. agora vê se deixa de besteira.

além do mais, são só negócios.

quem levar pro lado pessoal é porque é bichinha, mininha.

p.s.: sou o 40° a postar...

12 de outubro de 2009 às 21:55

Mas é que se, agora, pra fazer sucesso todo mundo tem que postar pitacos, fama pouca, meu ego primeiro.

Primeira Carta à Igreja de San Sebastian

Ó insensatos sebastiãnciso! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade? Pois que, tendo começado pelo espírito, acabais agora agora pela carne. Ergue-te, Jerusalém! Vinde a nós fria ou quente, pois se vieres morna, vomitar-te-ei!

Tenho dito a Paulo Dogomé (vulgo déspota, malvado e maquiavélico) que duas coisas são imprescindíveis aos radicais: uma: ter um jornal que circule em toda a cidade, cuja pegada seja, de um lado, a utilidade pública e, de outro, de crônica da vida da cidade (inclusive a Rua 21); duas: ter uma rádio guiado pelas mesmas regras.

Ao lado desses dois projetos - que chamo de "estruturadores" - viriam todos os demais.

E qual seria o nosso ideal estético? Um sujeito com um MP3 ouvindo a "Radiocal Livre" e, ao mesmo tempo, lendo "O Bastião".

Esses dois veículos (somados ao blog), entre muitas outras coisas, fariam a divulgação dos projetos radicais.

Perguntas: Falta dinheiro para esses dois projetos, Dagomé? Bem sei que não. Dinheiro temos, pora!. Falta gente criativa para tocar tais projetos, Dagomé? Bem sei que não. Artistas temos, pora!.

A mesma influência que a Administração do GDF - e mesmo da Administração Regional - tem sobre a cidade - sobre seus rumos, sua cultura, sua "ética", sua estrutura de idéias, sua visão crítica etc - os Radicais também podem ter. Evidentemente que estamos falando aqui de empreendimentos que envolvem um nível alto de responsabilidade, disciplina e amadurecimento político. Transformar São Sebastião no laboratório de uma experiência de sucesso cidadã é algo que enche os olhos de qualquer visionário, de qualquer "político" (Valei-me, Platão!).

Boa parte do tempo e dos debates travados entre os filósofos contemporâneos de Platão era dedicado a "pensar" a pólis. A República, um dos principais e mais importantes livros de Platão, é prova cabal disso. Mais tarde - bem mais tarde - outros pensadores dedicaram suas obras à ciência política (filosofia política, ciências sociais, como vos aprouver). Seja nos gregos, seja nos iluministas, seja nos pensadores da Escola de Frankfurt, o que estava em jogo era um modelo ideal de cidadania. Um modelo ideal de co-existência.

Não é preciso repetir nada do que foi feito ou dito por eles, mas é sempre útil conhecer-lhes as obras, e aprender com eles (ou negar-lhes razão, SLD!).

Continua no próximo post.

14 de outubro de 2009 às 05:07

Mas é que se, agora, pra fazer sucesso todo mundo tem que postar pitacos, fama pouca, meu ego primeiro.

Primeira Carta à Igreja de San Sebastian

Ó insensatos sebastiãnciso! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade? Pois que, tendo começado pelo espírito, acabais agora agora pela carne. Ergue-te, Jerusalém! Vinde a nós fria ou quente, pois se vieres morna, vomitar-te-ei!

Tenho dito a Paulo Dogomé (vulgo déspota, malvado e maquiavélico) que duas coisas são imprescindíveis aos radicais: uma: ter um jornal que circule em toda a cidade, cuja pegada seja, de um lado, a utilidade pública e, de outro, de crônica da vida da cidade (inclusive a Rua 21); duas: ter uma rádio guiado pelas mesmas regras.

Ao lado desses dois projetos - que chamo de "estruturadores" - viriam todos os demais.

E qual seria o nosso ideal estético? Um sujeito com um MP3 ouvindo a "Radiocal Livre" e, ao mesmo tempo, lendo "O Bastião".

Esses dois veículos (somados ao blog), entre muitas outras coisas, fariam a divulgação dos projetos radicais.

Perguntas: Falta dinheiro para esses dois projetos, Dagomé? Bem sei que não. Dinheiro temos, pora!. Falta gente criativa para tocar tais projetos, Dagomé? Bem sei que não. Artistas temos, pora!.

A mesma influência que a Administração do GDF - e mesmo da Administração Regional - tem sobre a cidade - sobre seus rumos, sua cultura, sua "ética", sua estrutura de idéias, sua visão crítica etc - os Radicais também podem ter. Evidentemente que estamos falando aqui de empreendimentos que envolvem um nível alto de responsabilidade, disciplina e amadurecimento político. Transformar São Sebastião no laboratório de uma experiência de sucesso cidadã é algo que enche os olhos de qualquer visionário, de qualquer "político" (Valei-me, Platão!).

Boa parte do tempo e dos debates travados entre os filósofos contemporâneos de Platão era dedicado a "pensar" a pólis. A República, um dos principais e mais importantes livros de Platão, é prova cabal disso. Mais tarde - bem mais tarde - outros pensadores dedicaram suas obras à ciência política (filosofia política, ciências sociais, como vos aprouver). Seja nos gregos, seja nos iluministas, seja nos pensadores da Escola de Frankfurt, o que estava em jogo era um modelo ideal de cidadania. Um modelo ideal de co-existência.

Não é preciso repetir nada do que foi feito ou dito por eles, mas é sempre útil conhecer-lhes as obras, e aprender com eles (ou negar-lhes razão, SLD!).

Continua no próximo post.

14 de outubro de 2009 às 05:07

PARTE II

Os Radicais Livres foram, há muito poucos anos, uma marola. Hoje, é uma onda para qualquer surfista preocupar-se. Mas ela pode ser uma onda para surfistas - e agradar - ou ser uma tsunami - e devastar.

Quem segura essa onda? Ninguém, nem mesmo o déspota, malvado e maquiavélico Daguma.

Que faremos pois diante dessas coisas? Se todas as condições são propícias para nós, quem será contra nós?

Agora, nenhuma condenação há aos que estão movidos por esse espírito radical livre.

São Sebastião pode se tornar na mais interessante experiência social de todo o país. Se isso não se der por força do primeiro setor, dar-se-á pelo segundo ou pelo terceiro. Mas pode também resultar do esforço das três esferas.

Organizar a inteligência, as habilidades e as competências que se instala nas mentes dos bravos que compõem os RLSA é tarefa que exige certo grau de... inteligência, de habilidades e competências.

Ter uma visão é imprescindível. Ter uma visão comportilhada idem. Mas sem descurar da fofoca, do disse-me-disse, dos pitacos e das guerras intestinais.
Valei-nos, Drummond:

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

E tem mais:
Rigorosamente, o uso do pronome reflexivo no início da frase não está correto, mas é mais cômodo.

Vejamos:
1 - Se lasque doido!
2 - Lasque-se, doido!

Variações:
3 - Vai te lascar, maluco!
4 - Dane-se, débil!
5 - Arrebenta-te, insano!
6 - Desgraça-te, manicomial!

Como vê, Devana, o vocativo e o pronome também merecem respeito.

Um beijo no seu coração, como diria o velho e bom Petrônio.

14 de outubro de 2009 às 05:13

DJ Kraudinho.

Há um tempo atrás. DJ Kraudinho antes de se tornar DJ, fez uma palestra para administração regional sobre gestão de projetos.
Um dos aprendizados que considero fundamental e desde então levo comigo, é que para um projeto dar certo, todos devem fazer parte do projeto.
Pra isso acontecer, acredito muito no dialogo e na construção coletiva. aonde todos sejam parte do mesmo objetivo.

Depois desse nobre aprendizado que tive, travei junto com alguns amigos Radicais uma incansável batalha para estabelecer conceitos básicos da nossa entidade.
Quem somos? Pra onde Vamos??
Quais são nossos Objetivos?
O que vamos Fazer para alcançar nossos Objetivos??

Mas essa parte conceitual, na maioria das vezes foi menosprezada, pois de acordo com grande e seu discipulado, o importante não é pensar e sim fazer.

Minha proposta inicial é:
Dar ouvidos a quem controla as pick-ups. Dar ouvidos ao maestro das danceterias e da noite. Ao nosso amigo e Radical Livre DJ Kraudinho.
Vamos começar a trabalhar e construir juntos.

Abraços a todos

14 de outubro de 2009 às 10:46

só existem duas pessoas, hj, nos radicais livres, a meu ver, que podem construir esse documento inicial para discussão posterior, em forma de regimento interno: George Gregori e Daniel Pereira. Que tal assumir essa nobre missão e resolver de uma vez por todas o problema da nossa identidade "formal"?

14 de outubro de 2009 às 12:52
Anonymous  

Temos algumas tarefas coletivas, sejam organizacionais, sejam substantivas, a enfrentar: a) simplificar o Estatuto, com o reforço do caráter democrático de nossas decisões e o acréscimo da regulamentação da OSCIP distrital; b) forjar o Regimento, à medida de nossas polêmicas e questões pontuais; c) aplicar os métodos de planejamento estratégico (SWOT, Quadro Lógico, PES e BSC) na primeira reunião da Confraria Radical, a fim de determinar nossa missão, nossos valores, nossos objetivos; d) aprimorar nossos conhecimentos teóricos e históricos acerca da contracultura, na segunda rodada de discussões dos confrades; entre outros aspectos importantes.
Daguma, trata-se de uma construção que deverá envolver todos os Radicais, e não apenas alguns pretensos "iluminati" de uma suposta "intelligentsia" radicalista.
Vamos marcar?
Daniel

14 de outubro de 2009 às 14:03

"(...)construir esse documento inicial para discussão posterior(...)".

"(...)assumir essa nobre missão(...)"

14 de outubro de 2009 às 15:26

"(...)construir esse documento inicial para discussão posterior(...)".

"(...)assumir essa nobre missão(...)"

Eu só entendi metade do que vc falou...

14 de outubro de 2009 às 18:56
Anonymous  

paulo,
gostei muito de ler seu texto, essa é a sua viagem, compartilho contigo das avaliações que faz das politicas instituciuonalizadas, das práticas dos traidores das nossas utopias.
Eu, já desisti.
Perdi a força, a esperança e o trem.
Tb quero , como todo bom romântico voltar ao um estado onde havia alguma "pureza", mas não existi mais volta, só essa constatação.
Já tentei acabar com tudo, mas até para isso sou incompetente.
Agradeço muito a vc por tere me enviado o seu texto, tb sou libriano e o dia 8 de outubro não foi o dia em que Che Guevara morreu?
um grande abraço e
eu tb quero voltar para a Bahia!
Paco Cac
(Reprodução do texto enviado para o e-mail dos Radicais em 09/10/2009)

15 de outubro de 2009 às 02:39

oi paco.
Existe um grupo dentro do grupo radicais livres que se chamam os radicais libra. São os mais centrados, os mais equilibrados, os mais inteligentes, os mais bonitos, os mais "cult", gostam de boa comida, boa bebida, boa música, artes em geral, emfim, os bambambans da parada. Parabéns por pertencer a esta nata da nata. A esta elite plusultramegamaxi. Mas sua maior qualidade é o excesso de humildade. Como somos humildes! Por tudo isso, nós só vamos voltar à Bahia de férias. Vamos enfrentar a luta e tentar renovar as esperanças e trabalhar com afinco para que, se as coisas piorarem muito, será a despeito da gente, porque nossa parte será feita. O texto, emfim, é uma espécie de desabafo... um abraço.
Um abraço

15 de outubro de 2009 às 08:16
Anonymous  

Paulo Dagomé:

nata da nata?
excesso de hulmidade?
Camarada, de que vc esta falando?
respeito muito o seu trabalho-radicais livres.
além do mas nunca tiro férias, estou sempre trabalhando e o meu barato é fazer o que gosto.Não separo prazer do que considero trabalho.
o ócio é fundamental para criar. vivamos o ócio, a negação do negócio.
Então, se as coisas vão mal é porque os que vão mal são desorganizado.
até
paco
(Reprodução de mensagem enviada para o e-mail dos Radicais em 15/10/2009)

16 de outubro de 2009 às 02:17

Pô, velho, eu tava brincando no início do comentário e falando sério no fim do mesmo. Gostei muito so seu primeiro post e do segundo também. Principalmente os dois últimos parágrafos do último. Continue comentando e apareça no nosso sarau, dia 30 deste, no aquario bar de são sebastião, a partir das oito da noite até pra gente trocar uma idéia. Um abraço.

16 de outubro de 2009 às 12:54

Galera, sinceramente... se vocês querem que a gente leia os comentários de vocês, por favor, podem ser mais objetivos e menos redundantes. Isso tá tomando o rumo das nossas reuniões 5% produtivas.

A questão não é acabar com o rancor, com a mágoa e outros sentimentos humanóides.

O que nos abala, atualmente,
é uma questão política. Somente isso. POLÍTICA!

Eu continuo amando e querendo fazer parte desse grupo. Não tô de cara feia pra ninguém. Adoro o Dagomé, o Júlio e todos os radicais.

O que nós precisamos resolver é a questão política. Repito: POLÍTICA!

P.S.: Droga, fui longa no meu comentário?!

17 de outubro de 2009 às 08:41

E parabéns aos pitacos recordes!

:P

17 de outubro de 2009 às 08:43

definitivamente, nosso problema é política. mais ainda: Ranço Político. ainda mais: imaturidade política. ou ainda: política pela política.

quando percebermos que a política não é um mundo auto-contido, mas que só tem sentido quando se tem em vista a humanidade que se beneficia dela, então teremos uma vida bem mais útil.

17 de outubro de 2009 às 09:10

eu também te adoro, Su. Concordo com tudo que vc disse. Sentemos e conversemos. O velho político Ulysses Guimarães deixou um conselho, que eu sigo: "Quando cessarem todas as possibilidades de negociação... continuem conversando..." Eu acredito nisso.

17 de outubro de 2009 às 10:17

Sueli,
Você sabe o que é ter um amor? Ter loucura por uma mulher? E, depois, encontrar esse amor, Sueli, nos braços de um outro qualquer?

Há pessoas com nervos de aço. Sem sangue nas veias e sem coração.

Nada ficou no lugar... eu quero quebrar essas xícaras...

Nossa questão não é política, Sueli. É estética. Mas a política quer imiscuir-se no tabernáculo. O lugar onde pisas é santo. A sarça arde.

E minha barriga continua crescendo.

Beijos

18 de outubro de 2009 às 04:25

ah... o senhor que é o dono dos 16 kg de barriga... e porque o senhor não assina seus comentários? a gente fica pensando que era o Daniel...

18 de outubro de 2009 às 09:41

hahahahhahaha

Questão de estética é a arte que produzíamos e que podemos vir a produzir mais. A ***cisão*** é outra coisa. OOOOoooutra coisa.

Tudo é política, meu caro Krháudynho (Ô nome porreta de difícil de escrever!) Já dizia Bertoldinho meu colega!

Dagomé, vamos continuar a conversa, então... Eu acho isso uma boa ideia.

19 de outubro de 2009 às 15:01

me mande seu número, minha linda. Aí a gente marca. Krháudynho???!!!!

19 de outubro de 2009 às 19:38
Anonymous  

Devana, também é a sua sina, maluco. Lembre-se que seu DNA é resultado de várias gerações de dendê... Darwin explica... Aguarde e confie...
Sem embargo: enquanto DJ Krháudynho padece daquela atávica culpa cristã, eu, com minha pantagruelice glutônica sem pudor, surfo na crista da onda da tsunami da gula sem pecado, que, um dia - guarde bem a profecia deste escriba - vai te pegar... Vide o patriarca da Família Farias & Sena.
Danny

22 de outubro de 2009 às 08:58

A arte acima de tudo gente, por favor...

28 de outubro de 2009 às 20:42

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