De Brasília (DF)O dia do perdão
Perdão, perdão, perdão. Era tudo o que conseguia dizer - perdão, perdão, perdão - enxugando as lágrimas entre uma facada e outra.
O amor
Amaram-se como se fosse a primeira vez. E era a última.
Canção para acordar os mortos
Exaustas, enlouquecidas, as cigarras cantaram por sete dias a fio - mas os homens só escutaram quando as águas já cobriam seus ouvidos.
Mulherzinha
Lembra da escola, quando a gente te chamava de mulherzinha, te dava porrada, te comia à força? Já naquela época eu te sonhava dentro de mim.
Solidão (nº 2)
Uma semana depois, a televisão cansou de olhar minha cara, saiu por aquela porta e nunca mais voltou.
Procissão
Se é pecado, por que diabos Deus botou uma bunda dessas rezando e rebolando na minha frente?
Certeza
Tudo é incerto. Num instante estamos aqui, e já no instante seg
José Rezende Jr. publicou dois livros (de contos em "tamanho normal"): A Mulher-Gorila e Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras estórias de amor), ambos pela 7Letras. O primeiro, já esgotado, pode ser lido/baixado em http://www.joserezendejr.jor.br/ (jornalismo&literatura).
Fale com José Rezende Jr.: joserezendejr@terra.com.br