Ontem, dia 20 de novembro do corrente ano de 2009, foi a abertura da Vigésima Feira do Livro. O escritor homenageado da feira foi Ziraldo, que dispensa pantomimas de apresentação. Foi realizada, portanto, uma cerimônia de abertura, na qual estiveram Ziraldo (é claro), Reynaldo Jardim, poeta, jornalista e patrono da Feira do Livro, e Adrian Carvalho, presidente da Câmara do Livro do Distrito Federal.
No começo, rolou a apresentação de um coral formado por alunos de escolas públicas do DF, acompanhados de uma pequena orquestra de sopros.
Logo depois, nas palavras do palhaço apresentador, foram trocadas "cem crianças por uma". Essa uma era o Zeca.
Não o Zeca Pagodinho.
Nem o Zeca Camargo.
Muito menos o Zeca Baleiro.
Era o Zeca Oreba! Zeca, apesar de valer por cem crianças, não vale nada! Depois de esperar um pouco até que todas as crianças tivessem finalmente assediado o Ziraldo - normal - Zeca começou a fazer sua poesia, "Ou isto ou aquilo", de Cecília Meireles. Entre isso ou aquilo, repetidas vezes, Ziraldo se aproximou para assistir o Zeca mais de perto. Zeca mandou. A galera aplaudiu admirada. Depois de um momento de vazio, Zeca olha pra um lado, olha pro outro e, encorajado pelo público, manda outra. Depois mais outra. E mais outra!A última que ele fez foi "Eu Quero Uma Sereia Para o Meu Paranoá". Ao terminar, o Ziraldo falou: "Pode deixar que eu vou trazer uma sereia pra vocês". Tudo bem que em Minas não tem sereia, mas o que vale é a intenção. Ele ainda perguntou se a poesia era do Zeca. O Oreba olhou prum lado e pro outro, e, meio que intimidado, disse que sim com a cabeça... O que o nervosismo não faz! Na verdade, a poesia não é dele, mas tudo bem...
O que importa é que o Orebinha fez sucesso. Isso sem falar no gordo cachê que ele recebeu, cujo valor fico até ressabiado de falar... Tudo o que posso dizer é que provavelmente a Madona não ganharia tanto quanto se viesse para o Brasil.
Depois o Zequinha cedeu o espaço dele pro Ziraldo e o Reynaldo Jardim falarem um pouquinho... Eles então fizeram a abertura oficial da Feira. Reynaldo se dizia chateado com a homenagem, ao invés de feliz. "Cadê os escritores de Brasília? Cadê o Turiba? Cadê o Nicholas Behr?", bradava. Então Edvair levantou o dedo de Devana e Devana apontou para Edvair. "Vocês são escritores, é? Venham aqui então!". Foram. E arrebentaram.
Edvair relatou sobre como conhecera Reynaldo há 18 anos, embora ele talvez não se lembrasse. Recitou então uma poesia de Thiago de Melo. Devana então recitou " A Canção do Colégio", de sua autoria, e aproveitou para fazer "spam" do Blog.
Reynaldo então reformulou sua fala: "Bem, como pode-se ver, a literatura oficial de Brasília é que anda apagada. Mas ele continua pulsante no meio do povo, nos poetas anônimos, nas pessoas comuns". Ou algo assim, porque não dá pra lembrar as palavras exatas que ele falou, mas o sentido foi esse.
E assim foi mais uma intervenção dos Radicais na Feira do Livro e em Brasília.
A próxima será nessa terça-feira, dia 24, em algum horário que será publicado mais tarde no Blog.
Ah, sim, o Zeca Oreba tem um blog! Não sei para que, mas tem: http://www.zecaoreba.blogspot.com/
Como sempre, É TUDO NOSSO!
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on sábado, 21 de novembro de 2009
at 06:52
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