Olha aquelas cinzas no horizonte
Sinais do fogo que se enerva
Vitalizando um calor luxuriante
Transformando selva em relva.
Olha a tristeza vestida de noiva,
Sinais da alegria em farsa
Como as vestes que ignoram emoções,
A felicidade ausentando a lua baça.
Olha a flor do Saara Ocidental
E o sangue saltando das veias do mundo
E o tempo,fenômeno colossal,
Sempre tão nitente,que teme o neutro insulto.
Olha os números em rebelião,
A reaparição da liberdade
Pela escassez da munição,
Mosaico instintivo da realidade
Olha a nossa satisfação insuprível,
Mecanismo humano do prazer
Peculiar,sempre irremovível
Pela racionalidade,não faz-se merecer.
Olha a lama a escorrer da humilhação,
Dispondo em séries a natureza
E a altivez da indisposição,
Que me causa demasiada tristeza.
Ser indiferente, talvez uma solução
Para tanta morbidez e ausência,
Retalhem o meu coração,
Acabem com essa subserviência.
Denny Santos
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on sexta-feira, 13 de junho de 2008
at 16:10
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Poesia
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