Deu na G Magazine  

Postado por d.b em


THIAGO UÊ: comportamento débil assusta ‘Véia da Foice’

O meliante Tiago Uê Cânhamo, 42, pretendente a palhaço, protagonista do espetáculo conhecido internacionalmente em São Sebastião como BUNDALELÊ, quando o mesmo expôs a público os seus dotes, (se é que se pode chamar aquela bundinha alva e Aqueles penduricalhos miniatuarizados, de dotes), no pátio do CENTRÃO, para mais de três mil alunos, em plena apresentação da pior banda de todos os tempos, denominada de EXAUSTÃO, porque realmente deixava os incautos ouvintes exaustos em sua performances atonais logo nos primeiros cinco minutos de apresentação. Pois bem, o meliante citado acima sofreu, na última apresentação do Porão do Rock de Brasília, maior evento de música alternativa da América Latina, vários hematomas e escoriações provocadas pelos desalmados seguranças do evento quando da tentativa de pular o alambrado de proteção, sendo agredido duramente pelos trogloditas que desumanamente obrigaram o coitadinho a pular a cerca de volta onde, supremo azar, o aguardavam mais quatro elementos dotados de não boas intenções para com a lataria do nosso herói, sendo que os quatro possuíam estatura pouco maior que a do nosso conhecido Mão-de-Aço, 45, os quais sequer esperaram que o seu lindo corpinho tocasse o solo do cerrado e já o espancavam covardemente como não se espanca um bicho do mato, para desespero das mulheres anoréxicas cegas inexatas de São Sebastião que diuturnamente fazem uso variado daquele corpo esguio e esbelto como o talhe da palmeira... Foi algo desumano o que fizeram com o nosso amigo. Nem Delúbio Soares, Nem Marcos Valério mereceriam tal tratamento de choque! Nem Zé Dirceu! Nem Roberto Jefferson merecia aquilo! Confesso que aquilo me doeu e vocês sabem que eu sou duro...
Pois bem, caros leitores, cansado das agruras da uma existência terrena permeada pelo desmantelo da alma e com um pirtuxo na güela que faria ACM Neto chorar feito um morcego desmamado e dominado pela mais absoluta falta do que fazer foi que partiu Uê, numa madrugada sombria, como de costume a pedir carona, para o seu habitat natural ou seja, a Chapada dos Veadeiros e aqui devo abrir um parênteses para maldosamente comentar que as duas palavras, Chapada e Veadeiros, bem mereciam um trocadilho infame porém o trocadilho é a pior forma de arte e...) mas eis que ali, na Chapada, Uê veio a encontrar a realização dos seus desejos mais íntimos pois que, se na Chapada ele não se chapava uma vez que jura que abandonou as práticas que outrora o elevavam a um plano superiormente localizado, nos Veadeiros ele se dava ou melhor, se vea-dava com ninguém mais ninguém menos do que a “indesejada das gentes!” Sim, ela mesma: A MORTE! “A morte surda caminha a meu lado” clamava Uê pelos salões do Via Livre outrora e algures e eis que surge a mesma, travestida na figura daquele que se autodenomina: O MORTE, primo distante do já conhecido Negão Jesuíno, Aquele para quem Uê recitava TABACARIA nas dependências da 30ª DP, e com quem teria tido uma experiência amorosa assaz avassaladora, talvez como pós-núncio da famosa peça teatral por ele adaptada, dirigida, atuada e contra-regrada denominada “Um Canto Para Minha Morte”. Repararam bem: MINHA MORTE! MINHA MORTE!
Semana passada, Uê e a MORTE (Que ninguém menos é Que um punk planopilotiano e parente do nego Jesuíno) se encontraram no interior de uma barraca de plástico comprada no Carrefour Norte por R$54,00 e, em pleno frio da madrugada, a morte se aproximava lentamente de Uê e nas barracas vizinhas ouviu-se um uivo que era como um lamento prazeroso saindo da garganta de Uê e penetrando tímpanos desavisados na madrugada fatídica: “Mata-me, ó Morte, mas mata-me de uma vez... Que eu não Quero o tempo a me marcar a tez... Mata-me, ó morte, mas mata-me devagar... Pois não quero que o tempo me venha a tez marcar... Morte, morte que, talvez, seja o segredo desta vida..."
"Radical News"

This entry was posted on segunda-feira, 9 de junho de 2008 at 01:47 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

0 comentários

Postar um comentário