A Redação d’O PASPALHO, através do seu En-viado Especial, Máximo Mansur, que deslocou-se a bordo do seu veículo automotivo de origem alemã até a cidade-satélite de Ceilândia, apurou fatos que demonstram a formação de um partido de linha feminista e subversiva na nossa pacata localidade. Da Colômbia, por via satélite, nosso outro em-viado, Thiago Uê, manda relato sobre a criação do tal Partido.




O Partido Ressentista de São Sebastião/PRS2 lançou esta semana a Campanha Nacional pela Erradicação dos Canalhas. As atividades da campanha foram iniciadas em janeiro e tem como objetivo varrer do mapa 30% dos vagabundos detratores cujas práticas amorosas vêm provocando dissabores em milhares de mulheres brasileiras. A presidente nacional do PRS2, a jornalista Talita Bomsenso, informou que o partido pretende dizimar 1 milhão de canalhas até o final de dezembro deste ano. “É um número nada modesto em função do tamanho de nosso partido, ainda sem estrutura para mobilizar todas as mulheres que vêm padecendo com canalhas incuráveis, mas a nossa atividade incessante, junto a movimentos populares como o MPL e o MST, mais a ajuda inestimável do único entre os homens que não pode levar o nome de canalha, que é Paulinho Dagomé, há de nos ajudar a exterminar essa classe predatória da face da Terra”, ressaltou.



Em São Sebastião a campanha tem avançado significativamente. Segundo a presidente do diretório municipal do Partido, Luiza Branca de Neve – aquela que endireitou os caminhos tortuosos de Diogo Ramalho, que hoje, ex-anarquista, freqüenta a Igreja Renascer Em Cristo - a cidade está engajada na campanha para atender a uma demanda histórica. “Pesquisas realizadas na Aquarius Bar e no Bar dos Anões indicam que São Sebastião está infestada de canalhas; nosso objetivo é eliminar um a um, nem que isso dure séculos”. Ela afirma ainda que o partido já dispõe dos nomes preferenciais para a prática do “holocausto”. “Estamos mantendo em sigilo para não prejudicar nossas ações”.

HISTÓRICO DO PRS2

Cansadas de sofrer, ao invés de recorrer à Universal do Reino de Deus, algumas mulheres de São Sebastião resolveram politizar a questão e fundar um partido. Karla Bianca, convicta da causa, pegou o trem bala para a Ceilândia, onde passou a militar e organizou a primeira “Assembléia das Descontentes e Ressentidas”. Do evento, surgiram o nome e o partido: Partido Ressentista do Brasil. A princípio, o objetivo era tão-somente mobilizar as ressentidas do país e exigir das autoridades que evitassem as atrocidades contra a classe. “Depois, consideramos melhor fundar um partido e tomar o Poder. Quando alcançarmos a presidência da República, vamos promover revoluções”, garante a ressentida Aldenice. Consta que um jornal de trinta páginas, de circulação diária e tiragem de cinco mil exemplares esteja sendo rodado no momento em que o incauto leitor devora estas linhas.

“O Paspalho”

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