Há cerca de dois anos o nosso querido Isaac Mendes, personagem assíduo de nosso fanzine, pronunciou vagarosamente a pergunta que até então se calara: “Ôxe, Ôxe, ai, ai, ai... Quem são mesmo os Radicais Livres? Hein? Hein?”
Naquele momento não sabíamos.
Até hoje não sabemos ao certo.
De lá para cá, oscilando entre hítleres e stálins de variadas cores, a par de pseudodemocratas horizontalizantes e demagogos de várias vertentes, as opiniões foram se desequilibrando entre a vontade de um direcionamento anárquico e o desejo de uma hierarquia militarista.
Alguém já disse, porém, que a perfeição se encontra no equilíbrio entre os extremos.
Percebe-se que as melhores mentes radicais oscilam constantemente ao sabor dos desejos pessoais, quando deveriam ter os olhos e o coração voltados para o norte da organização dos coletivos embrionários, que custam a criar forma entre nós - a saber, skatistas, hiphopistas, roqueiros, pintores, poetas, atores e toda a sorte de párias e plebeus - cujo poder de coalizão reside, sim, nos Radicais Livres, que ainda não se deram conta do poder revolucionário e libertário com que foram dotados e que, por força do apego às próprias paixões e vontades, vão adiando para o dia seguinte a realização da grande coisa aguardada e nunca consolidada, que é a organização e libertação do nosso povo pela via da educação e da cultura.
Notamos, porém, que os interesses pessoais sempre se sobrepõem à vontade da maioria. De qualquer forma, parece-nos que os alienígenas planopilotianos - entre eles vários bons colaboradores - conseguem perceber melhor o valor do trabalho radical do que certos aborígenes - entre eles vários que não fazem nada.
Uma canção do mais novo LP dos Feras do Baile dez que: "Companheiro é companheiro, feladaputa é feladaputa".
Acho que está na hora de responder à inquietante indagação do companheiro Isaac.
Paulo Dagomé
"Radical News"
Naquele momento não sabíamos.
Até hoje não sabemos ao certo.
De lá para cá, oscilando entre hítleres e stálins de variadas cores, a par de pseudodemocratas horizontalizantes e demagogos de várias vertentes, as opiniões foram se desequilibrando entre a vontade de um direcionamento anárquico e o desejo de uma hierarquia militarista.
Alguém já disse, porém, que a perfeição se encontra no equilíbrio entre os extremos.
Percebe-se que as melhores mentes radicais oscilam constantemente ao sabor dos desejos pessoais, quando deveriam ter os olhos e o coração voltados para o norte da organização dos coletivos embrionários, que custam a criar forma entre nós - a saber, skatistas, hiphopistas, roqueiros, pintores, poetas, atores e toda a sorte de párias e plebeus - cujo poder de coalizão reside, sim, nos Radicais Livres, que ainda não se deram conta do poder revolucionário e libertário com que foram dotados e que, por força do apego às próprias paixões e vontades, vão adiando para o dia seguinte a realização da grande coisa aguardada e nunca consolidada, que é a organização e libertação do nosso povo pela via da educação e da cultura.
Notamos, porém, que os interesses pessoais sempre se sobrepõem à vontade da maioria. De qualquer forma, parece-nos que os alienígenas planopilotianos - entre eles vários bons colaboradores - conseguem perceber melhor o valor do trabalho radical do que certos aborígenes - entre eles vários que não fazem nada.
Uma canção do mais novo LP dos Feras do Baile dez que: "Companheiro é companheiro, feladaputa é feladaputa".
Acho que está na hora de responder à inquietante indagação do companheiro Isaac.
Paulo Dagomé
"Radical News"
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on quarta-feira, 4 de junho de 2008
at 05:03
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Editoriais
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