Na verdade, futebol sempre foi um pretexto descarado e tipicamente masculino para dar tapinhas na bunda um do outro.
É verdade!
Por mais que tentem negar essa é a pura e indelével verdade.
Não apenas no futebol, mas no vôlei, no basquete e embora não em frente às câmeras, o tênis também (obviamente no vestiário, onde podem ficar mais íntimos... ), o que é desafiador.
Não raras vezes se vê, principalmente na hora da comemoração do gol, incontáveis tapinhas na bunda. É um ritual como o Batismo ou a Circuncisão onde a Platonicidade reverbera em sua forma mais deslavada possível. Repare bem! Sempre há uma mão boba atrás do artilheiro.
No entanto, essa necessidade antologicamente masculina, obscura e altamente filosófica já era defendida por Platão e seu séqüito, em seus memoráveis discursos e inúmeros banquetes - que era, assim como no futebol, uma desculpa para essa prática milenar.
Mas não é uma questão de masculinidade ou virilidade. Não!
Ao contrário.
Essa prática é uma área limítrofe, naturalmente intransponível (pois se fosse naturalmente transponível, não seríamos heteros e sim homos, o que configuraria o fim da raça humana), onde as fronteiras da masculinidade são traçadas, respeitadas e reforçadas: "Um tapinha apenas e nada mais, é ate onde podemos chegar". Você entende: só!
Quanto às mulheres, bem, isso é uma área desconhecida e deserta. Nunca entendi o real motivo de jogarem futebol, mas sei por que nunca vão ao banheiro sozinhas...
S. Madrigal
“Radical News”, novembro de 2006, p. 8.
É verdade!
Por mais que tentem negar essa é a pura e indelével verdade.
Não apenas no futebol, mas no vôlei, no basquete e embora não em frente às câmeras, o tênis também (obviamente no vestiário, onde podem ficar mais íntimos... ), o que é desafiador.
Não raras vezes se vê, principalmente na hora da comemoração do gol, incontáveis tapinhas na bunda. É um ritual como o Batismo ou a Circuncisão onde a Platonicidade reverbera em sua forma mais deslavada possível. Repare bem! Sempre há uma mão boba atrás do artilheiro.
No entanto, essa necessidade antologicamente masculina, obscura e altamente filosófica já era defendida por Platão e seu séqüito, em seus memoráveis discursos e inúmeros banquetes - que era, assim como no futebol, uma desculpa para essa prática milenar.
Mas não é uma questão de masculinidade ou virilidade. Não!
Ao contrário.
Essa prática é uma área limítrofe, naturalmente intransponível (pois se fosse naturalmente transponível, não seríamos heteros e sim homos, o que configuraria o fim da raça humana), onde as fronteiras da masculinidade são traçadas, respeitadas e reforçadas: "Um tapinha apenas e nada mais, é ate onde podemos chegar". Você entende: só!
Quanto às mulheres, bem, isso é uma área desconhecida e deserta. Nunca entendi o real motivo de jogarem futebol, mas sei por que nunca vão ao banheiro sozinhas...
S. Madrigal
“Radical News”, novembro de 2006, p. 8.
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on terça-feira, 3 de junho de 2008
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