Libertação no amor  

Postado por d.b em

Se meu coração registrar as emoções invisíveis
De um amor tão mórbido e profundo,
Como haverás de ser os troféus dos invencíveis
Ele tomará a forma de orgulho,
Nunca vi um amor tão imprescindível
Nem sequer apaguei as luzes da paixão
Sendo a última presença do infalível
Tão luzidio está este desolado coração
Cura-me essa cegueira que me fatiga
Cura-me o ardor dos prantos
Insignificantes como a gota do orvalho da última manhã
Lavando sob a luz do sol nascente
O suor do meu doce encanto
Resplandecendo o vigor das vozes sãs
O que talvez vislumbrasse tua mente
Quantos pontos ainda tecerei no véu da vida
Sendo a seda minha única fonte vital
Pra tecer num botãozinho minhas emoções
Sob a forma de um eterno cristal
Fui-me dona de mim mesma
Sempre cantando a liberdade
Voando alto, tão alto quanto o abanar das asas.
De uma gaivota
Em seu “viver” tão remoto
Mas nem sempre nisso há libertação
Amarram-nos aos pés de uma palmeira
Lá não há sabiás que gorjeiam
Eles não há
Lá é real demais para nossos sonhos
A inexistência da perfeição da liberdade
É a intensidade da paixão efêmera
Do mais belo adolescente
Em que há um tumulto de sentimentos
Demasiado insistente
É possível que isso transforme momentos
De prazer, paixão, liberdade
Euforia, ira, felicidade
Tudo é bem-vindo
Tudo o que não nos repreende
Nada que não nos compreende
Tudo o que faz brilhar as estrelas
Entre o céu e o infinito poder vê-las
Todas as coisas nem sempre verossímeis,
Nada que não nos deixe tão escuros e invisíveis.

Denny Santos

This entry was posted on domingo, 1 de junho de 2008 at 14:23 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

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