imigrante
quando vem chegando o verão
dói o coração
pois me lembro do sertão
e da minha plantação
que morreu na seca
e não colhi uma saca
vi no pasto o gado
morrendo todo maltratado
com o capim cortando lhe a boca
de tão seco a água pouca
fiquei dias sem banhar
pra ter água pra cozinhar
mas de nada adiantou
pois a comida também acabou
e tivemos de imigrar
fomos pra cidade pra trabalhar
minha família, minha esposa
não sabiam de muita coisa
mas começamos a batalhar
e hoje, temos um lugar de morar
a saudade da minha terra
me ataca como fera
o coração quer voltar
esse ano não dá.
novamente fingindo de contente
escondo o que meu coração sente
***
Canto I
há! então é isso!
não podia imaginar
mas isso é...
muito simples
muito previsível
quem poderia prever
há! é por isso
que isso é isso
isso é
intrigante
mentiroso
está sempre aqui
de frente ao nariz
se é isso
basta!
se não é
tudo bem também
aliás
isso pouco me importa
nem sei o que é isso
o porquê disso
ou quem fez isso
vou é deixar
isso pra lá.
***
Canto II
Social mente
Guarda napo
Deixado ao colo
Na ponta do garfo
Cortado ao meio
Coração patriota
Com todo
Direito
Te
Lentamente
Degusta
Prazer
Fora
De
Comum
De repente
Invade a mesa
Um bafo podre
Demonstrando
Além
Das jóias
Perfume
Etiquetas
A verdade
***
Canto III
Conhecer não é conhecer
Mas sim desconhecer o desconhecido
Que conhece o conhecimento do desconhecido
Não conhecido para nós
Confusão é desconhecer
Que o conhecimento é confuso
Na busca de crescer no desconhecido
Conhecendo pouco desse desconhecido
Confesso conhecer dialéticas sofistas
Da consciência de que
Conhecer é apenas conhecer
Pra conquistar conhecimento
Conheça o começo da confusão
Colha as respostas
Conservando e cultivando
As sementes do conhecimento
O conhecimento crescerá
Concedendo a você
A consciência fruto maduro
Síntese
Do
Desconhecimento
***
Subtrai-me só para enquadrar um perfil
Certamente fora de cogitação
Aceitar-me como sou ou dispenso o amor.
Fluí duramente vezes incompleto
agora não
Minha complexidade sentimental me reserva destes
abusos.
Cada dia extremamente eficaz faz-se a filosofia
budista.
Ação e reação.
Única verdade exclusiva!
Ao passo que decorre o tempo e me dilui, aceito tudo
Como inexorável destino.
A inércia social mastiga-me a nádega nas esperas burocráticas,
Mas tudo vira poesia e estórias, e somos essas substâncias influenciáveis por todo meio, e clima e alimento e palavras.
Recitei ao ouvido de donzelas alguns versos!
Mudei de idéia, porém sobre o mono, o único, o íntimo e a fé.
Aceitei carinhos alheios com interesses pueris,
Gozei e calei meu verso.
Desci em noites de natal, chaminés inexistentes,
Coloquei na expectativa dos crentes não presentes,
Mas visões futuristas de evolução.
No tom da dialética convencional encarnei o ante, o pós, antônimo, azul báltico sobre amareladas ideologias, e avermelhadas vergonhas morais.
Lacrimosas paisagens respinguei recriando tanto o fato quanto o feto e sempre anexando a falta de nexo do sexo como produto, bananas, banalidades, prazeres e coquetéis, assim há! hum! há! hum!
Matraqueando a entediomonia da anitolância pluralista do vilcardiográfico contexto humano atual.
Guardio é tudo quanto nos envergonha e nefastoliza nossa conduta perante cobrança social.
Friotencionando a cerebral existência somos deuses e agimos pontosudos.
***
Enquanto Lázaro
Povoa o abismo de meus sentimentos
Drummond em seus momentos
Experimentou o experimentado por outros
E assim morrendo vou aos poucos
Cadatubas de idéias desconexas caem
Retalhando minha pouca sanidade
Adoeço com o peso jogado sobre mim
E dia a dia chega perto o fim
Esclareço para mim mesmo
Não conformo o fardo em peso
Empilho-me na estante em pó
Entre livros empoeirados fico só
Epiderme sentimentais depreciam o meu ser
Remédios na mesa, dicionário busco
O silêncio lido eca em mesclas encefálicas
Não como, nem durmo; entre coisas ruins e hilárias
São versos versos folhas
Precipito o final
Consinto conclusão ideal
Nada é verdade ou real
Nesse dia de poeira e lamaçal
Que leio meu poema na folha de um jornal
quando vem chegando o verão
dói o coração
pois me lembro do sertão
e da minha plantação
que morreu na seca
e não colhi uma saca
vi no pasto o gado
morrendo todo maltratado
com o capim cortando lhe a boca
de tão seco a água pouca
fiquei dias sem banhar
pra ter água pra cozinhar
mas de nada adiantou
pois a comida também acabou
e tivemos de imigrar
fomos pra cidade pra trabalhar
minha família, minha esposa
não sabiam de muita coisa
mas começamos a batalhar
e hoje, temos um lugar de morar
a saudade da minha terra
me ataca como fera
o coração quer voltar
esse ano não dá.
novamente fingindo de contente
escondo o que meu coração sente
***
Canto I
há! então é isso!
não podia imaginar
mas isso é...
muito simples
muito previsível
quem poderia prever
há! é por isso
que isso é isso
isso é
intrigante
mentiroso
está sempre aqui
de frente ao nariz
se é isso
basta!
se não é
tudo bem também
aliás
isso pouco me importa
nem sei o que é isso
o porquê disso
ou quem fez isso
vou é deixar
isso pra lá.
***
Canto II
Social mente
Guarda napo
Deixado ao colo
Na ponta do garfo
Cortado ao meio
Coração patriota
Com todo
Direito
Te
Lentamente
Degusta
Prazer
Fora
De
Comum
De repente
Invade a mesa
Um bafo podre
Demonstrando
Além
Das jóias
Perfume
Etiquetas
A verdade
***
Canto III
Conhecer não é conhecer
Mas sim desconhecer o desconhecido
Que conhece o conhecimento do desconhecido
Não conhecido para nós
Confusão é desconhecer
Que o conhecimento é confuso
Na busca de crescer no desconhecido
Conhecendo pouco desse desconhecido
Confesso conhecer dialéticas sofistas
Da consciência de que
Conhecer é apenas conhecer
Pra conquistar conhecimento
Conheça o começo da confusão
Colha as respostas
Conservando e cultivando
As sementes do conhecimento
O conhecimento crescerá
Concedendo a você
A consciência fruto maduro
Síntese
Do
Desconhecimento
***
Subtrai-me só para enquadrar um perfil
Certamente fora de cogitação
Aceitar-me como sou ou dispenso o amor.
Fluí duramente vezes incompleto
agora não
Minha complexidade sentimental me reserva destes
abusos.
Cada dia extremamente eficaz faz-se a filosofia
budista.
Ação e reação.
Única verdade exclusiva!
Ao passo que decorre o tempo e me dilui, aceito tudo
Como inexorável destino.
A inércia social mastiga-me a nádega nas esperas burocráticas,
Mas tudo vira poesia e estórias, e somos essas substâncias influenciáveis por todo meio, e clima e alimento e palavras.
Recitei ao ouvido de donzelas alguns versos!
Mudei de idéia, porém sobre o mono, o único, o íntimo e a fé.
Aceitei carinhos alheios com interesses pueris,
Gozei e calei meu verso.
Desci em noites de natal, chaminés inexistentes,
Coloquei na expectativa dos crentes não presentes,
Mas visões futuristas de evolução.
No tom da dialética convencional encarnei o ante, o pós, antônimo, azul báltico sobre amareladas ideologias, e avermelhadas vergonhas morais.
Lacrimosas paisagens respinguei recriando tanto o fato quanto o feto e sempre anexando a falta de nexo do sexo como produto, bananas, banalidades, prazeres e coquetéis, assim há! hum! há! hum!
Matraqueando a entediomonia da anitolância pluralista do vilcardiográfico contexto humano atual.
Guardio é tudo quanto nos envergonha e nefastoliza nossa conduta perante cobrança social.
Friotencionando a cerebral existência somos deuses e agimos pontosudos.
***
Enquanto Lázaro
Povoa o abismo de meus sentimentos
Drummond em seus momentos
Experimentou o experimentado por outros
E assim morrendo vou aos poucos
Cadatubas de idéias desconexas caem
Retalhando minha pouca sanidade
Adoeço com o peso jogado sobre mim
E dia a dia chega perto o fim
Esclareço para mim mesmo
Não conformo o fardo em peso
Empilho-me na estante em pó
Entre livros empoeirados fico só
Epiderme sentimentais depreciam o meu ser
Remédios na mesa, dicionário busco
O silêncio lido eca em mesclas encefálicas
Não como, nem durmo; entre coisas ruins e hilárias
São versos versos folhas
Precipito o final
Consinto conclusão ideal
Nada é verdade ou real
Nesse dia de poeira e lamaçal
Que leio meu poema na folha de um jornal
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on segunda-feira, 9 de junho de 2008
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