Trago cravando meu coração
Em desatino, uma dor
Dentre meu destino, repressão
De imediato levo uma vida incolor
***
A sua superfície inalterada
Uma asfixiante solidão
Em nuvens de tristeza acorrentada
Talvez seja uma melhor situação
Comparada a todos os martírios
Que os oceanos recobrem
Por entre lástimas e delírios
Minha celestial euforia morre
***
O vôo das lembranças enfáticas
É a fantasia instantânea
Tudo na orbe são fáceis máscaras
Ora fiéis, ora errôneas
Que absorvemos pouco a pouco
Nutrindo-nos passo a passo
Ao castelo dos loucos
Aos elogios tão escassos.
***
Sendo a tristeza meu último amparo
E a vida, a insignificância da existência
Posso até tomar a cicuta que preparo
Mas seu que ainda há caminhos vagos
Sob os domínios da insistência.
Denny Santos
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on domingo, 1 de junho de 2008
at 14:36
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Poesia
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