Não quero a saideira,
Nem moedas para minha partida
Quero apenas um segundo a mais de ti,
Mais um olhar terno e um sorriso com doçura.
Lá em cima seres de vaidade excessiva observam,
Miram e atiram na felicidade alheia,
Sem o menor pudor.
E outro dia termina,
Pior do que o que passou
Termina com arrependimentos,
Não por parte de quem atira
Lá no alto.
Uma estrela da morte circunda meu mundinho,
Esperando o momento certo de destruí-lo.
Os ventos favorecem essa destruição
Já não sei o que há em mim
Já não sei o que será de mim.
E você o que acha?
Vocês nunca acham nada
Sempre na mesma,
Com suas rotinas inabaláveis.
Não, não quero sorver o líquido que resta no último copo.
Só me resta abaixar a cabeça e partir,
Ao toque da décima segunda badalada do relógio da igreja, terás me perdido
e então só lhe restará pedir a saideira.
Diogo Ramalho
Nem moedas para minha partida
Quero apenas um segundo a mais de ti,
Mais um olhar terno e um sorriso com doçura.
Lá em cima seres de vaidade excessiva observam,
Miram e atiram na felicidade alheia,
Sem o menor pudor.
E outro dia termina,
Pior do que o que passou
Termina com arrependimentos,
Não por parte de quem atira
Lá no alto.
Uma estrela da morte circunda meu mundinho,
Esperando o momento certo de destruí-lo.
Os ventos favorecem essa destruição
Já não sei o que há em mim
Já não sei o que será de mim.
E você o que acha?
Vocês nunca acham nada
Sempre na mesma,
Com suas rotinas inabaláveis.
Não, não quero sorver o líquido que resta no último copo.
Só me resta abaixar a cabeça e partir,
Ao toque da décima segunda badalada do relógio da igreja, terás me perdido
e então só lhe restará pedir a saideira.
Diogo Ramalho
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on terça-feira, 28 de outubro de 2008
at 11:10
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Poesia
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