te amo com o fervor de um protestante
te amo com a cegueira de um mulçuma
com o radicalismo de um comuna
e a determinação de um burguês
e quero ficar ao seu lado
ouvindo a chuva no telhado
e quero ficar na sua frente
ouvindo sua prosa inteligente
e por cima
e por baixo
e por trás
e por dentro
no íntimo do âmago do centro
pois te amo como os abraaões amam o velho testamento
eu te amo como jeannie amava o seu amo
te amo como um pigmeu à sua zarabatana
eu te amo com einstein amava seu microscópio
e eu te amo com o solo ama santana
poema de Paulo Dagomé na voz do próprio e
auxílio luxuoso de Máximo Mansur
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on quarta-feira, 11 de março de 2009
at 07:17
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