Por Sueli Martins
Há quem diga que "de médico e louco todo mundo tem um pouco". Pois, por muitas vezes, tive a oportunidade de comprovar este ditato nas meras situações cotidianas por aí. Porém, estou aqui falando bobagem, não para falar de médicos e loucos. Estou encafifada com alguns atos repetitivos que todos nós temos e que, todavia, alguns chamam de mania, outros mais intelectuais preferem chamar de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Será que cada um é um? Será que toda mania, no fundo, é um TOC ou todo TOC será que é uma mania? Vejamos.
Eu gosto de roer as unhas, constantemente. Inclusive, meu indicador esquerdo dói enquanto digito... por excesso de roeção. Há quem ache repulsivo, há quem goste também. Há aqueles viciados que querem parar. Será que toda mania então é um vício? Ou vício é, profundamente, uma mania? Sei lá... sei que vou chamar de mania aquilo que eu acho que é mania e vamos lá.
Comecemos por mim que sou desavergonhada mesmo e não tenho problema em contar algumas das minhas mais estranhas e infindáveis manias. A primeira e mais absurda que me vem à cabeça é a mania de igualação. Como assim? Que que é isso? Explico. Muita calma nessa hora. Eu chamo isso de igualação porque é uma mania que parte do conceito de deixar tudo igual e harmonioso. Como por exemplo, se eu arrastar o tênis ao andar, sem querer, em um único passo isolado, eu tenho que arrastar o outro pé. Se eu coçar um lado do nariz, eu tenho que coçar o outro e assim por diante. Mas isso ninguém nota muito porque eu tento ser muito discreta nessa minha maluquice e tento não fazer isso em 100% das vezes que mexo o meu corpo, pois, se levasse à risca, eu teria que escrever com a mão esquerda, por exemplo, mesmo tendo nascido destra (isso não significa que eu não tenha pensado nessa possibilidade!)
Há um colega de trabalho que tem uma mania besta de amassar latinhas, quando está de carro. Ele enquadra o pneu direitinho e já fez isso tantas vezes que a possibilidade dele errar uma é mínima mesmo. Ele se sente bem fazendo isso. O porquê, eu não sei. Mas eu ainda acho isso saudável porque ele não joga as latinhas no chão da rua para amassar. Ele só amassa as que já se encontram perdidas por aí. Há Radicais Livres, outro exemplo, que tem mania de ficar tirando bolinha do cobertor. E eu conheço uma menina, que de forma jeitosinha, gosta de virar o cabelo pra lá e pra lá.
Existem pessoas que tem automatismo de jogar o papel da balinha no chão da rua, assim que põe a dita cuja na boca. Engraçado porque esse tipo de mania existe de forma recortada. Depende do lugar para que a mania mude de forma. Pessoas com essa compulsão, em casa, põe o papel de balinha em algum lugar para jogar no lixo depois ou até mesmo jogam o papel no lixo, na mesma hora. O que explicaria isso? Uma das variações dessa mania, dizem, é herdada dos pais. Talvez as duas. Mas nunca foi comprovado cientificamente apenas a primeira variação da mania, sendo a que a pessoa joga o papel no chão, não importando se o lugar é a sua residência. Se alguém conhecer um fenômeno científico como esse, por favor, avise a todos que tal ser humano também deve ter a mania de não tomar banho e deixar a sua casa mais suja que a rodoviária depois dos shows na Esplanada.
Na verdade, não se sabe dizer até que ponto manias assim ou assado podem ou não ser saudáveis pra nós. O que importa, eu acho, é o fato de pensarmos qual é a origem de cada ato repetitivo que nós temos incorporado ao dia-a-dia. Por que nós olhamos vitrines, sem ter dinheiro no bolso? Por que temos tanta mania de voltar do supermercado chei@s de sacolas, se, simplesmente, poderíamos colocar tudo dentro da mochila? Por que muitos de nós assistem TV ao jantar? Por que mascar chiclete e jogar na rua quando não se gosta de pisar em chiclete? Ah, por favor... se alguém souber a razão verdadeira dessas manias, me explique. É que eu tenho uma mania de filosofar...
Há quem diga que "de médico e louco todo mundo tem um pouco". Pois, por muitas vezes, tive a oportunidade de comprovar este ditato nas meras situações cotidianas por aí. Porém, estou aqui falando bobagem, não para falar de médicos e loucos. Estou encafifada com alguns atos repetitivos que todos nós temos e que, todavia, alguns chamam de mania, outros mais intelectuais preferem chamar de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Será que cada um é um? Será que toda mania, no fundo, é um TOC ou todo TOC será que é uma mania? Vejamos.
Eu gosto de roer as unhas, constantemente. Inclusive, meu indicador esquerdo dói enquanto digito... por excesso de roeção. Há quem ache repulsivo, há quem goste também. Há aqueles viciados que querem parar. Será que toda mania então é um vício? Ou vício é, profundamente, uma mania? Sei lá... sei que vou chamar de mania aquilo que eu acho que é mania e vamos lá.
Comecemos por mim que sou desavergonhada mesmo e não tenho problema em contar algumas das minhas mais estranhas e infindáveis manias. A primeira e mais absurda que me vem à cabeça é a mania de igualação. Como assim? Que que é isso? Explico. Muita calma nessa hora. Eu chamo isso de igualação porque é uma mania que parte do conceito de deixar tudo igual e harmonioso. Como por exemplo, se eu arrastar o tênis ao andar, sem querer, em um único passo isolado, eu tenho que arrastar o outro pé. Se eu coçar um lado do nariz, eu tenho que coçar o outro e assim por diante. Mas isso ninguém nota muito porque eu tento ser muito discreta nessa minha maluquice e tento não fazer isso em 100% das vezes que mexo o meu corpo, pois, se levasse à risca, eu teria que escrever com a mão esquerda, por exemplo, mesmo tendo nascido destra (isso não significa que eu não tenha pensado nessa possibilidade!)
Há um colega de trabalho que tem uma mania besta de amassar latinhas, quando está de carro. Ele enquadra o pneu direitinho e já fez isso tantas vezes que a possibilidade dele errar uma é mínima mesmo. Ele se sente bem fazendo isso. O porquê, eu não sei. Mas eu ainda acho isso saudável porque ele não joga as latinhas no chão da rua para amassar. Ele só amassa as que já se encontram perdidas por aí. Há Radicais Livres, outro exemplo, que tem mania de ficar tirando bolinha do cobertor. E eu conheço uma menina, que de forma jeitosinha, gosta de virar o cabelo pra lá e pra lá.
Existem pessoas que tem automatismo de jogar o papel da balinha no chão da rua, assim que põe a dita cuja na boca. Engraçado porque esse tipo de mania existe de forma recortada. Depende do lugar para que a mania mude de forma. Pessoas com essa compulsão, em casa, põe o papel de balinha em algum lugar para jogar no lixo depois ou até mesmo jogam o papel no lixo, na mesma hora. O que explicaria isso? Uma das variações dessa mania, dizem, é herdada dos pais. Talvez as duas. Mas nunca foi comprovado cientificamente apenas a primeira variação da mania, sendo a que a pessoa joga o papel no chão, não importando se o lugar é a sua residência. Se alguém conhecer um fenômeno científico como esse, por favor, avise a todos que tal ser humano também deve ter a mania de não tomar banho e deixar a sua casa mais suja que a rodoviária depois dos shows na Esplanada.
Na verdade, não se sabe dizer até que ponto manias assim ou assado podem ou não ser saudáveis pra nós. O que importa, eu acho, é o fato de pensarmos qual é a origem de cada ato repetitivo que nós temos incorporado ao dia-a-dia. Por que nós olhamos vitrines, sem ter dinheiro no bolso? Por que temos tanta mania de voltar do supermercado chei@s de sacolas, se, simplesmente, poderíamos colocar tudo dentro da mochila? Por que muitos de nós assistem TV ao jantar? Por que mascar chiclete e jogar na rua quando não se gosta de pisar em chiclete? Ah, por favor... se alguém souber a razão verdadeira dessas manias, me explique. É que eu tenho uma mania de filosofar...
This entry was posted
on terça-feira, 21 de abril de 2009
at 05:44
and is filed under
Contos... Crônicas... E outras prosas...
. You can follow any responses to this entry through the
comments feed
.