
Ele depois de deixar Bianka em casa caminhou em direção ao porto chutando pedras pelo caminho, olhava para os lados como quem esperava algo, ele havia sentido um sentimento novo, seu dia havia sido um bocado agitado. Passou por pescadores e por meninos que transitavam perto do rio, escolheu um lugar calmo no cais e sentou mergulhando seus pés na água; olhando para o horizonte, seus olhos observavam as nuvens como se lá estivesse escrito seu futuro, mesmo sabendo que muita coisa boa havia acontecido, algo de ruim estava por vir e ele sabia que precisava ser forte e que talvez o capitão seria uma peça importante para que ele conseguisse vencer o presságio, e o que ele havia deixado para trás. O sol aos poucos sumiu no horizonte e as sombras tomavam conta da ilha do Igoronhon, amanhã seria um novo dia.
(Trecho final do "Livro Um" da novela "História de Portos e Órfãs", de Diogo Ramalho. Visite "O Piagui" para acessar a obra: http://www.opiagui.com.br/ )
E com o caminhar de meu personagem peço desculpas e abandono minha coluna.
Valeu pela oportunidade, Devana!
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on quinta-feira, 6 de agosto de 2009
at 15:15
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