Versos e Versos
Por meus ambíguos e andrógenos versos te apaixonaste
Persuadi, seu estéril e eunuco coração a me amar
Com meus ácidos e mórbidos versos te magoaste
Prematuramente, ódio e amor no seu ventre brotar
Com meus benignos e abençoados versos abençôo
A quem sincera e calidamente do fundo do âmago apreciar
Com meus malignos e obscenos versos amaldiçôo
A quem covarde, hipócrita e injustamente me prejudicar
Meus versos são o alívio da mentira na corrosiva verdade
A virtude na necessária e confortante falsidade
A louca loucura com um sublime sinto racional
Meus versos são humanamente humanos, exalam o bem e o mal
Uma tétrica eutanásia poética
Para um paciente apaixonado pela vida em câncer terminal
***
Saudade de um sonho
Sinto uma imensurável saudade
De uma vida romântica que nunca vivi
Uma existência de perigo e surreal felicidade
Que só usufrui, pela nutrição dos livros que amei
Pego carona no pensamento e viajo no tempo
Vou da antiguidade clássica aos anos 30 em diante
Deleito-me nos psicodélicos momentos
Dos shows das bandas dos discos da estante
Para as ninfetas parisienses teço obscenas poesias
Nas tabernas da Grécia me embriago com doses fortes de filosofia
Da minha cálida noite de amor com Afrodite nasce minha filha Sofia
Sou um viajante solitário, amante de musas e de aventura
Enfrento todos os perigos de morte por um gozo de ternura
Transei com pessoas da melhor espécie nas camas da literatura.
***
Apaixone-se e viva perigosamente
O amor às vezes se mostra insano e perigoso
Quando floresce na cama, com a bela esposa de um corno nervoso
Esse amor é suicídio e irresistivelmente pecaminoso
Porque nesse jardim de espinhos o fruto proibido é sempre o mais saboroso
A paixão às vezes se revela implacável e perigosa
Se for transada com uma adúltera sedutora e fogosa
A adrenalina somada com o prazer, o risco vezes o desejo, o gozo e indiscutível.
A embriaguez e tamanha que o risco se torna imperceptível
Amor e paixão, uma aventura atraente
E quando proibida é vivida mais intensamente
Por isso, apaixone-se e viva perigosamente
Esperma e sangue, fluidos dessa trágica paixão
O sêmem inundou o ventre e uma bala explodiu no coração
E o que sobrou do amor, os vermes comem a sete palmos abaixo do chão
***
Aluga-se um coração
Meu coração agora é só meu
Do calabouço do seu amor ele se libertou
Meu corpo não é mais terreno seu
A luz que escurecia minha felicidade se apagou
Seu coração nunca foi propriedade minha
Eu que fui inteiramente seu
Felizmente aquele sentimento que preso me mantinha
Numa chuva de lágrimas escarlates de apagou e morreu
Agora sou proprietário do meu corpo, coração e mente
Posso voar, flertar e meu coração alugar
Porque nele, agora cabe mas gente
Hoje, meu hospedeiro coração está vago
É um castelo sombrio e medieval
Com masmorra, torres, um jardim morto e uma decoração deprimente.
E o preço pela moradia é uma paixão ardente.
***
Canibalismo Romântico
Com meu olhar carnívoro eu te devoro
Pedaço de carne e saia, modelada pelas próprias mãos de Deus
No paraíso do céu da carne, com você um dia eu morro
E todos os meu gemidos e orgasmos serão seus
Com minha mente carnívora eu te devoro
Minha virgem e sensível inspiração
Para os torturantes e prazerosos momentos de solidão
Pois a tua figura calipígio eu já decoro
Com meu amor carnívoro um dia eu te devoro
Minha platônica e ardente paixão
Os segredos do teu corpo um dia exploro
Saciando a fome da minha ávida imaginação
Nasço logo, antropófago dia
Exorcizo-te do ventre da minha fantasia
Saio dos bordéis da minha mentalidade
Venha mistificar a minha insípida realidade
Com você não posso só sonhar
Porque meu coração, o estômago começa a estrupar
Se esse pecaminoso incesto perdurar
O gozo de sangue vai jorrar
Ai que dor!essa faminta fome de amor
Que a mente sã excita
Que a carne crua grita
O seu amor tenho que saborear
A sua carne branca e macia alimentar
Em um poético banquete no aconchego da cama
Bebendo saliva e comendo carne humana
No caldeirão da minha cama o seu corpo vem ferver
Vou te temperar, te esquentar, vou te lamber
Em um jantar com a luz da paixão acesa
Com a cama macia transformada em mesa
Os guardanapos serão lençóis
No calor do meu quarto nós dois sós
Minhas mãos serão garfos, facas e colher
Que levarão a minha boca seus pedaços de mulher
Desse antropófago ritual
Tu és o prato principal
Para esse apaixonado e romântico canibal
***
Por meus ambíguos e andrógenos versos te apaixonaste
Persuadi, seu estéril e eunuco coração a me amar
Com meus ácidos e mórbidos versos te magoaste
Prematuramente, ódio e amor no seu ventre brotar
Com meus benignos e abençoados versos abençôo
A quem sincera e calidamente do fundo do âmago apreciar
Com meus malignos e obscenos versos amaldiçôo
A quem covarde, hipócrita e injustamente me prejudicar
Meus versos são o alívio da mentira na corrosiva verdade
A virtude na necessária e confortante falsidade
A louca loucura com um sublime sinto racional
Meus versos são humanamente humanos, exalam o bem e o mal
Uma tétrica eutanásia poética
Para um paciente apaixonado pela vida em câncer terminal
***
Saudade de um sonho
Sinto uma imensurável saudade
De uma vida romântica que nunca vivi
Uma existência de perigo e surreal felicidade
Que só usufrui, pela nutrição dos livros que amei
Pego carona no pensamento e viajo no tempo
Vou da antiguidade clássica aos anos 30 em diante
Deleito-me nos psicodélicos momentos
Dos shows das bandas dos discos da estante
Para as ninfetas parisienses teço obscenas poesias
Nas tabernas da Grécia me embriago com doses fortes de filosofia
Da minha cálida noite de amor com Afrodite nasce minha filha Sofia
Sou um viajante solitário, amante de musas e de aventura
Enfrento todos os perigos de morte por um gozo de ternura
Transei com pessoas da melhor espécie nas camas da literatura.
***
Apaixone-se e viva perigosamente
O amor às vezes se mostra insano e perigoso
Quando floresce na cama, com a bela esposa de um corno nervoso
Esse amor é suicídio e irresistivelmente pecaminoso
Porque nesse jardim de espinhos o fruto proibido é sempre o mais saboroso
A paixão às vezes se revela implacável e perigosa
Se for transada com uma adúltera sedutora e fogosa
A adrenalina somada com o prazer, o risco vezes o desejo, o gozo e indiscutível.
A embriaguez e tamanha que o risco se torna imperceptível
Amor e paixão, uma aventura atraente
E quando proibida é vivida mais intensamente
Por isso, apaixone-se e viva perigosamente
Esperma e sangue, fluidos dessa trágica paixão
O sêmem inundou o ventre e uma bala explodiu no coração
E o que sobrou do amor, os vermes comem a sete palmos abaixo do chão
***
Aluga-se um coração
Meu coração agora é só meu
Do calabouço do seu amor ele se libertou
Meu corpo não é mais terreno seu
A luz que escurecia minha felicidade se apagou
Seu coração nunca foi propriedade minha
Eu que fui inteiramente seu
Felizmente aquele sentimento que preso me mantinha
Numa chuva de lágrimas escarlates de apagou e morreu
Agora sou proprietário do meu corpo, coração e mente
Posso voar, flertar e meu coração alugar
Porque nele, agora cabe mas gente
Hoje, meu hospedeiro coração está vago
É um castelo sombrio e medieval
Com masmorra, torres, um jardim morto e uma decoração deprimente.
E o preço pela moradia é uma paixão ardente.
***
Canibalismo Romântico
Com meu olhar carnívoro eu te devoro
Pedaço de carne e saia, modelada pelas próprias mãos de Deus
No paraíso do céu da carne, com você um dia eu morro
E todos os meu gemidos e orgasmos serão seus
Com minha mente carnívora eu te devoro
Minha virgem e sensível inspiração
Para os torturantes e prazerosos momentos de solidão
Pois a tua figura calipígio eu já decoro
Com meu amor carnívoro um dia eu te devoro
Minha platônica e ardente paixão
Os segredos do teu corpo um dia exploro
Saciando a fome da minha ávida imaginação
Nasço logo, antropófago dia
Exorcizo-te do ventre da minha fantasia
Saio dos bordéis da minha mentalidade
Venha mistificar a minha insípida realidade
Com você não posso só sonhar
Porque meu coração, o estômago começa a estrupar
Se esse pecaminoso incesto perdurar
O gozo de sangue vai jorrar
Ai que dor!essa faminta fome de amor
Que a mente sã excita
Que a carne crua grita
O seu amor tenho que saborear
A sua carne branca e macia alimentar
Em um poético banquete no aconchego da cama
Bebendo saliva e comendo carne humana
No caldeirão da minha cama o seu corpo vem ferver
Vou te temperar, te esquentar, vou te lamber
Em um jantar com a luz da paixão acesa
Com a cama macia transformada em mesa
Os guardanapos serão lençóis
No calor do meu quarto nós dois sós
Minhas mãos serão garfos, facas e colher
Que levarão a minha boca seus pedaços de mulher
Desse antropófago ritual
Tu és o prato principal
Para esse apaixonado e romântico canibal
***
RELEASE
Sou Mardon Mello, tenho 19 anos, virginiano exacerbado, me considero uma pessoa eclética. Minhas influencias vão do amor a dor. Eu escrevo porque amo e sofro, minha poesia é o grito de protesto do meu coração oprimido, me identifico com o sofrimento da Segunda Geração Romântica e Álvares de Azevedo é o nome que quero enfatizar. Gosto também do poeta maldito Augusto dos Anjos, com sua amargura sem face e da beleza gentil de Camões.
A música também exerce fascínio sobre mim. Vou do punk ao romântico. Grandes bandas que cultuo fervorosamente marcaram minha adolescência, nomes como Ramones, Legião Urbana, The Doors , Janis Joplin, Nirvana e outros gigantes contribuíram...
Sou Mardon Mello, tenho 19 anos, virginiano exacerbado, me considero uma pessoa eclética. Minhas influencias vão do amor a dor. Eu escrevo porque amo e sofro, minha poesia é o grito de protesto do meu coração oprimido, me identifico com o sofrimento da Segunda Geração Romântica e Álvares de Azevedo é o nome que quero enfatizar. Gosto também do poeta maldito Augusto dos Anjos, com sua amargura sem face e da beleza gentil de Camões.
A música também exerce fascínio sobre mim. Vou do punk ao romântico. Grandes bandas que cultuo fervorosamente marcaram minha adolescência, nomes como Ramones, Legião Urbana, The Doors , Janis Joplin, Nirvana e outros gigantes contribuíram...
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on segunda-feira, 9 de junho de 2008
at 13:11
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